Apetite sexual é uma coisa que varia de pessoa para pessoa. Segundo se conta, Kennedy costumava contar a seus interlocutores, variando desde amigos íntimos até o primeiro-ministro britânico Harold Macmillan, que se não fizesse #sexo com frequência (a frequência citada varia dependendo da fonte e provavelmente variava nas próprias confissões de Kennedy, indo de diariamente a uma vez a cada três dias pelo menos) tinha enxaquecas.

Salomão, diz a Bíblia, teve setecentas esposas e trezentas concubinas. Giacomo Casanova, o famoso sedutor, dizia ter dormido com mais de 2000 mulheres e o craque da NBA Wilt Chamberlain se gabava de ter dormido com 20.000.

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(não, não há nenhum zero a mais, não) mulheres.

Esses casos, especialmente o último, incluem, claro, uma boa dose de variedade de parceiras, que pode nos seus extremos chegar ao lema em francês adotado pelo escritor brasileiro Medeiros de Albuquerque durante o tempo em que viveu em Paris durante a Primeira Guerra Mundial: “pas de lendemain!” (“sem amanhã”, enfatizando seu interesse em dormir com o maior número de mulheres possível e evitar repetir parceiras), mas nada impede que o apetite sexual seja saciado com a mesma mulher – apenas não ouvimos tanto sobre as façanhas dos homens – e mulheres que dormem várias vezes por dia com seus parceiros “oficiais”.

Enfim, estabelecido que o apetite sexual varia muito desde a inapetência total ou quase total até quase tantas mulheres quanto um dia de 24 horas, um ano de 365 (ou 366) dias e uma existência humana permitem, fica a questão: qual é o tamanho comum do apetite sexual humano, ou posto de outra maneira, de quanto sexo as pessoas realmente precisam para alcançar a satisfação?

A doutora Amy Muse, especialista em sexo e relacionamento da Universidade de Toronto, no Canadá, realizou um estudo em que foram analisadas as respostas de 25 mil pessoas que por 23 anos contaram sobre sua vida sexual e informaram quão felizes estavam.

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Quanto mais frequentemente faziam sexo, maior a satisfação que os participantes da #pesquisa relatavam – até a frequência de uma vez por semana. Pessoas que relatavam frequências maiores, não apresentavam maior satisfação.

Assim sendo, a resposta estatística parece ser uma vez por semana pelo menos e maior frequência não leva a maior felicidade. Mas você sabe o que dizem sobre respostas estatísticas quando se trata de grandes variações (já mencionamos que apetite sexual varia de pessoa para pessoa?), não é? É como colocar a cabeça no fogão, os pés no freezer e achar que, na média, até que a temperatura está boa. Enfim, siga no ritmo que satisfaz a você e a seu par e... seja feliz. #Curiosidade