Entre as contribuições do clássico "King Kong", de 1933, estão diversos filmes estrelados pelo amado macaco gigante. Aqui estão cinco razões para ver o último deles, "Kong - A Ilha da Caveira", do diretor Jonathan Vogt-Roberts.

5. Samuel L. Jackson

O Tenente Coronel Preston Packard representa a acepção mais violenta da cultura de colonização. Não demora muito para ele ordenar que seus soldados estourem bombas na Ilha da Caveira, assustando os monstros que lá habitam, entre eles Kong, que os ataca para se defender. Ainda assim, o militar o trata como uma ameaça, quando ele próprio é o invasor. A obsessão de Packard em se vingar de Kong cria cenas intensas e lembra o clássico Predador, que também questionava: quem é o verdadeiro predador? O monstro ou o ser humano?

4. John C. Reilly

Reilly é Hank Marlow, o personagem que traz mais poesia e riqueza temática ao #Filme.

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Trata-se de um tenente cujo avião caiu na Ilha da Caveira, durante um combate contra japoneses na Segunda Guerra Mundial. O avião de seu oponente asiático também caiu na ilha. Inicia-se um confronto entre o americano e o japonês, que é interrompido quando Kong aparece. Começa aí a mensagem pacifista do filme. Passam-se 28 anos, quando Marlow é encontrado pelos exploradores, nos anos 70, em plena Guerra do Vietnã.

O tenente tornou-se amigo de seu antigo oponente, já que a natureza os obrigou a juntarem forças para lutar pela sobrevivência. Há uma cena emocionante em que ele homenageia o amigo ao lutar utilizando uma espada samurai, parte da cultura que aprendeu com o japonês. Além disso, descobrimos que Marlow passou essas três décadas vivendo em meio a uma tribo de nativos chamados Iwi, com quem aprende a respeitar o ecossistema da ilha e a entender a importância de Kong para aquele ambiente.

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Os nativos são todos interpretados por atores asiáticos, escolha que, aliada às diversas referências a filmes como Apocalypse Now e Platoon, evidencia a intenção de criar uma alegoria da Guerra do Vietnã. A mensagem se intensifica quando notamos que a interação entre o tenente Marlow e os nativos serve de contraponto à ideia de civilização do personagem de Samuel L. Jackson, baseada em dominação.

3. Cena pós-créditos

Se você é fã do Kong, ou do #Cinema de monstros em geral, não saia do cinema antes dessa cena. Não vou revelar o segredo, mas é algo que empolga e cria expectativas em relação a futuros filmes estrelando Kong (e talvez mais alguém, ou alguéns).

2. Ilha da Caveira

A fotografia, o design de som e as escolhas do diretor dão um ar inóspito e misterioso à lendária ilha. O cemitério de monstros é um dos cenários mais bonitos e divertidos já apresentados num filme do Kong.

Para completar, os monstros que habitam o local são extremamente criativos, sempre se confundindo com as paisagens, para enganar os exploradores antes de devorá-los (ou de fazer amizade com eles).

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O fato de que os efeitos especiais são maravilhosos só reforça o encanto que esses seres provocam. Nesse sentido, o filme lembra muito as antigas e ingênuas matinês povoadas por monstros absurdos, algo certamente proposital.

1. Kong

O macaco mais amado do cinema foi muito respeitado pelos realizadores. Kong está imensamente expressivo, além de mais alto e forte do que nunca, protagonizando lutas espetaculares contra os demais monstros que habitam a Ilha da Caveira.

Sua característica mais marcante também está presente de maneira singela e nada melosa: a capacidade de gerar e corresponder à empatia dos seres humanos. O diretor Jonathan Vogt-Roberts não esconde sua admiração pelo personagem, criando belas e poéticas imagens que exploram todo o potencial icônico e simbólico do Rei da Ilha da Caveira, como aquela que o mostra surgindo no horizonte em frente ao sol para confrontar os helicópteros militares, evidenciando a insignificância das guerras humanas em comparação à magnitude da natureza.

Com a resposta positiva do público (U$$ 477 milhões na bilheteria mundial até o momento) não restam dúvidas de que Kong ainda é o rei. #Entretenimento