Quem está na mídia vira alvo fácil das críticas. O músico Roberto Frejat tem sido muito questionado nas redes sociais por não ter voltado ao #Barão Vermelho, substituído por Rodrigo Suricato no show do dia 6 de maio, logo no Circo Voador, point histórico do rock brazuca nos anos 80, onde o próprio Barão se apresentou no início da carreira, quando era uma simples e improvisada lona sem palco, no Arpoador, em Ipanema, Rio de Janeiro.

Foi bem diferente da saída do Cazuza em 1985. O vocalista queria mais espaço e não estava determinado a seguir regras dentro de uma banda. A princípio, o grupo teve muitas dificuldades para reconquistar seu espaço sem o lendário poeta do rock, que fazia uma bem-sucedida carreira solo, mas depois de alguns anos, com determinação e talento, o Barão Vermelho acabou se tornando uma das bandas mais cultuadas.

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Se os Rolling Stones ficassem sem Mick Jagger ou sem Keith Richards, a mesma fórmula: sem um ou sem o outro, desanda. Sem os dois, perde completamente a identidade. Obviamente, o Barão perde um pouco da identificação, mas não exatamente como o corpo ficaria sem o cérebro e sem o coração. O mais importante é que o Barão Vermelho, com os órgãos renovados, não perdeu a sede dos palcos.

Provavelmente, os fãs do conjunto gostariam de ver o #frejat de volta. Sem ele o Barão perde um pouco da sua cor. Mas existe a questão do respeito e também a questão pessoal do artista, de investir na sua carreira solo, novos projetos, fazer acontecer a hora certa de buscar outros rumos, e, dignamente, fazer como o próprio fará: torcer para o sucesso dos antigos parceiros da banda que ele ajudou a classificar com uma das maiores do rock.

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Certamente, o Barão mudou, é uma página virada na brilhante história do grupo. Porém, a saída do Barão Vermelho do hangar do ostracismo promete abalar as estruturas roqueiras. No Rock 'n' Roll as mudanças são fundamentais. Afinal, pedras que rolam não criam limo.

Mas Guto Goffi, baterista, e Maurício Barros, tecladista, os dois membros remanescentes da formação original, os verdadeiros fundadores do conjunto em 1981, estão dando saudações para quem tem coragem aos que estão na banda para qualquer viagem. Então, o Barão Vermelho ressurge com músicos experientes e competentes em sua linha. Vale a pena conferir a nova fase do Barão.

A banda surgiu em 1981, fundada pelos estudantes cariocas Maurício Barros e Flávio Augusto Goffi Marchesini. Buscando músicos para completar o conjunto, recrutaram Roberto Frejat para a guitarra e Dé Palmeira, para o baixo. A princípio sondaram o cantor Léo Jaime, mas sentindo que seu timbre de voz não tinha a química necessária para o som do Barão Vermelho, Léo indicou Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como #cazuza, que então atuava como ator no Circo Voador, encaixando-se como uma luva, com sua voz rascante e suas letras impressionantes.

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Em 1985 o cantor partia para a carreira-solo, então Frejat assumiu os vocais. A partir daí, a banda passou por uma série de formações, depois com a saída de Dé e, em seguida, a do tecladista Maurício Barros, que em dois anos voltaria.

Mick Taylor subiu ao palco em 2013, como convidado especial, para tocar com os Rolling Stones alguns clássicos de sua fase na banda, lembrando que a saída do guitarrista mais técnico na carreira dos Stones, em 1974, foi bem conturbada.

E, assim como nos Stones, qualquer hora dessas Roberto Frejat poderá subir ao palco com o Barão para dar uma canja e matar as saudades, por que não? Veremos, posteriormente, se Frejat vai querer ficar de fora da turnê comemorativa de 35 anos da banda que está no seu sangue.

Sucesso para Frejat na sua carreira solo e para o Barão Vermelho em sua nova decolagem!