O jornalista e ativista social estadunidense Michael Moore, ganhador do Oscar com o documentário "Tiros em Columbine", em 2003, entre outras premiações, se somou na luta oposicionista ao presidente dos Estados Unidos Donald #Trump. Para tanto, Moore tem se empenhado em novos projetos, a exemplo do que fez contra o ex-presidente George W. Bush. Moore disse ainda que também faria uma campanha crítica à Hillary Clinton, se eleita fosse. Ele a apoiou no confronto com Trump, mas foi partidário do liberal Barnie Sanders nas primárias dos democratas.

Conforme noticiado pelo jornal The Washington Post (TWP), em 2 de maio, o documentarista declarou estar esperançoso de que Trump "não será presidente por muito tempo".

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Moore está disposto a contribuir para que este mandato presidencial seja realmente breve. Assim, está empreendendo pesquisas para descobrir "coisas mais estranhas" relativas ao atual presidente e colocá-las em suas apresentações na Broadway com o show "The Terms of My Surrender" (Os Termos de Minha Rendição), que estreará no Teatro Belasco em 28 de julho, e que terá duração de 12 semanas.

"Não é como qualquer coisa que eu acho que você realmente viu. Acho que haverá um tom e um sentido subversivos e urgentes para isso. As pessoas ficarão muito surpresas de uma boa maneira", disse Moore. Mais tarde, ele declarou ao Hollywood Reporter: "Eu não vou ficar lá por 90 minutos e dizer Donald Trump é horrível".

Ele apontou vários temas a serem abordados em seus projetos, como a resistência de Trump em fazer os #EUA cumprirem as resoluções internacionais sobre políticas climáticas, a campanha belicista do magnata, bem como o jeito caricato do presidente.

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Disse Moore: "As calotas polares ainda estão derretendo, ainda não temos cuidados de saúde universais, ainda há muita conversa sobre como resolver nossos problemas através da guerra. Então isso não é apenas Trump; está chegando no tempo de Trump".

Com seu estilo caracterizado pela crítica como one-man (um homem), #Michael Moore subiu ao palco de um teatro em Wilmington, Ohio, em apoio à Hillary Clinton, como forma de se opor a Trump. Para tanto, Moore lançara o filme "Michael Moore em TrumpLand".

O jornalista Dereki Hawkins, do Washington Post, disse que a ascensão de Trump à proeminência política provou ser uma bênção para a carreira de Moore. Ele tem uma análise dura em relação ao cineasta, a quem atribuiu certo distanciamento do sucesso na administração Barack Obama, em comparação com o auge que teve em suas críticas ao governo George W. Bush.

Vicissitudes da vida e superação

Hawkins citou ainda que Moore lutou na justiça contra seus financiadores do documentário de sucesso "Fahrenheit 9/11", em relação aos lucros auferidos com o filme.

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Teve, em 2014, o divórcio de sua esposa Kathleen Glynn, um casamento realizado em 1991.

Segundo o TWP, Moore foi um dos poucos especialistas a prever a eleição de Trump e o clima político atual, o que proporcionou o lançamento do seu novo filme em seis anos, "Michael Moore in TrumpLand".

O cineasta continua ousado e disse em seu website que mergulhou em terreno hostil, ou seja, em Ohio, quando os republicanos locais tentaram impedi-lo de realizar seu show crítico a Trump, em 2016, antes da eleição deste. Missão que Moore se atribuiu: "Faça a América sã novamente".

Moore levou a experiência com o seu filme "Michael Moore in TrumpLand" para a Broadway, uma novidade em sua carreira, para o show "The Terms of My Surrender". "Era isto ou o Ice Capades", disse. "Eu fiz meus filmes. Eu tive duas séries de TV no horário nobre. Eu tive oito livros em suas listas de bestseller. Eu fiz um monte de coisas com a Internet. Mas eu não fiz isso".

Vale muito acompanhar mais este trabalho do destacado documentarista, jornalista e humanista, que contribui muito para o entendimento da conjuntura político-social dos EUA.

Assista ao trailer oficial de Michael Moore in TrumpLand.