#Manaus está em festa. Completa hoje 347 anos. Os manauaras têm muito o que comemorar. Tantas lutas, tantas conquistas. Também têm muito com que se preocupar. Construída no meio da floresta Amazônica e sobre a maior bacia hidrográfica do mundo, falta água potável em quase todas as casas da #cidade, assim como árvores para embelezar e amenizar o verão amazônico.  

A palavra Manaus tem origem na tribo dos Manaós, povo que habitava primitivamente esta região. O líder da tribo chamava-se Ajuricaba, um jovem guerreiro que por contrariar o domínio português fora preso e levado à Corte, em Belém. Não querendo servir de mão-de-obra escrava para militares e religiosos na Europa, Ajuricaba atira-se nas águas barrentas do rio Amazonas.

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Em seguida, os Manaós foram extintos e, em homenagem a essa tribo, conservou-se o nome de Manaus.

Quando Manaus recebeu o título de “cidade” pela primeira vez, em 24 de outubro de 1848, não passava de um pequeno aglomerado urbano, com cerca de 3 mil habitantes, uma praça, 16 ruas e quase 250 casas. Hoje, 347 anos depois, Manaus caracteriza-se como uma grande metrópole, com mais de 4 milhões de habitantes, e o maior polo industrial do Norte do #Brasil.

No Ciclo da Borracha, época de grande desenvolvimento econômico, político e cultural, Manaus foi a cidade que mais conheceu a riqueza, os encantos e o glamour do primeiro mundo no Brasil. Somando-se a seus rios e florestas, o ouro e a sofisticação importados da Europa, Manaus foi chamada de a “Paris dos Trópicos”. Ainda é visível nas ruas de Manaus, principalmente no Centro da Cidade, vestígios desse período de riqueza, como a construção do teatro Amazonas e a Catedral.

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Com o Encontro das Águas, a Praia da Ponta Negra, o Palácio da Justiça, a Igreja São Sebastião, a Ponta Branca, e a novíssima Arena da Amazônia, Manaus vem se tornando uma das capitais mais procuradas do Norte do Brasil, nos últimos anos. Contribuíram para o aumento de turistas em Manaus, eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Manaus já foi chamada de “Lugar da Barra”, “São José do Rio Negro” e “Vila dos Manaós”. As características de estratégia e de luta ensinadas por Ajuricaba foram aprendidas por este povo que batalha até hoje por sua cultura, economia, por seus rios. Evidentemente, as lutas de hoje são outras, no entanto, tão inglórias como no passado.

Pela sua história, pelo seu passado, pela sua gente, Manaus nasceu para vencer e, como tal, merece ser melhor construída para o futuro, porém sem se esquecer do seu passado glorioso e rico de significado.

Enfim, Manaus é hoje uma cidade pujante, como tantas outras do Brasil, se não fosse por um detalhe: ela é a “Princesinha Norte”, e como tal deve ser cuidada com muito carinho.