Após alguns dias da maior a #Rebelião que aconteceu no Amazonas, vendedores ambulantes de Manaus estão vendendo DVDs ‘piratas’ que reproduzem os vídeos do massacre no Compaj (Complexo Penitenciário Antônio Jobim), em Manaus, que deixou mais de 55 presos mortos no dia 1º de janeiro.

"FDN x PCC - O Massacre", esse não é o nome de um filme de terror trash de ficção, mas sim, o título de um DVD com um compilado de vídeos que circulam na internet, com imagens fortes da chacina no Compaj, no Amazonas. No DVD, tem vários vídeos do massacre, inclusive uma matéria que foi ao ar no Fantástico sobre a chacina, no dia 8 de janeiro. Segundo informações do portal de notícias ‘O Tempo’, produtores do portal procuraram vários pontos de venda de camelôs a procura do DVD para comprar, mas não encontraram.

Em conversa com alguns camelôs, foi identificado que o produto está em falta devido a grande procura. "Vendeu igual água. As pessoas gostam de ver desgraça”, disse um camelô, em anonimato. Segundo o portal, só conseguiram uma cópia do DVD perto de um míni shopping na Compensa, zona oeste de Manaus.

Ainda de acordo com o portal, segundo os vendedores, como a venda foi um sucesso, á foram feitas novas encomendas do DVD. A Polícia Civil da cidade informou que já recebeu denúncias sobre o fato e o caso está sendo investigado.

Rebelião

Um tumulto prisional na capital do estado do Amazonas, Manaus, deixou mais de 55 prisioneiros mortos, segundo autoridades do estado. A rebelião começou no domingo, 1, à tarde e continuou nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, 2. O conflito começou depois de meses de violência crescente entre duas gangues rivais: a facção criminosa local Família do Norte (FDN) e o Primeiro Comando do Capital (PCC), com sede em São Paulo.

Uma dúzia de guardas da prisão foram mantidos reféns durante o massacre e desde então foram libertados. Prisioneiros rivais decapitaram corpos e jogaram os restos fora dos portões da prisão. Vídeos de corpos carbonizados foram divulgados na internet. Segundo a empresa encarregada da gestão prisional, a penitenciária detém 1072 prisioneiros, tornando-se a maior prisão do estado.

Os membros do PCC residem em células separadas dos restos, em esforços para minimizar o conflito entre gangues. No mesmo dia, um número desconhecido de prisioneiros escapou de outra penitenciária. Um deles postou uma imagem de si mesmos no Facebook, com a legenda "Em fuga da prisão". A foto recebeu mais de 6 mil comentários. #Crime #Investigação Criminal