José Melo (Pros), governador do estado do Amazonas, disse, nessa quarta-feira (4), que "não tinha nenhum santo" entre os 56 mortos na #Rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. A rebelião que durou dezessete horas começou no domingo e terminou no dia seguinte, segunda-feira, dia 2.

Em entrevista à Rádio CBN, o governador José Melo afirmou: “O que eu sei te dizer é que não tinha nenhum santo. Eram estupradores, eram matadores que estavam lá dentro e pessoas ligadas a outra facção, que é minoria no estado do Amazonas. Ontem, como uma medida de segurança, nós retiramos todos ainda ligados a essa facção e segregamos em outro presídio para evitar que continuasse acontecendo o pior.".

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De acordo com a entrevista, mais de 150 detentos haviam sido transferidos para outra prisão, a fim de evitar outra rebelião. Todos os 150 estavam ligados ao Primeiro Comando da Capital, o #PCC, facção envolvida no motim. Estes foram transferidos para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus, nesta terça-feira, dia 3.

Conforme informado pelo #Governo do estado do Amazonas, as 56 mortes são resultado de um ataque do grupo Família do Norte (FDN), que é vinculado ao Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, contra integrantes do PCC, com liderança em São Paulo. As duas organizações passaram a se enfrentar desde o ano passado pelo domínio do tráfico de drogas no país.

Na mesma entrevista, o governador afirmou ainda que a "guerra de facções" foi o motivo da rebelião, ainda que o ministro da Justiça Alexandre Moraes tenha afirmado que “dos 56 mortos, menos da metade tinha ligação com alguma facção ou organização criminosa”.

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Segundo o ministro, "é um erro ligar o massacre em Manaus somente às guerras entre organizações criminosas". Quanto à declaração de Moraes, Melo respondeu que não poderia fazer nenhum comentário.

“O fato que aconteceu aqui em Manaus. que foi motivo de muita tristeza para todo mundo, foi a briga de facções criminosas, fato que começou em São Paulo, depois foi para o Rio de Janeiro, se espalhou pelo Nordeste, já aconteceu em todos os estados do Norte. E o último é o Amazonas, que aconteceu numa violência sem comum”, declarou o governador. Ele também afirmou que a superlotação nos presídios deve-se ao combate ao tráfico de drogas no seu governo do estado, que "praticamente dobrou a população carcerária".