O governo do Amazonas reativou uma cadeia para isolar os presos ameaçados de morte por uma facção criminosa #suspeita de comandar a rebelião que deixou 60 mortos em Manaus.

Publicidade

O Instituto Médico Legal começou a liberar os primeiros corpos

Diante do IML, familiares recebem a confirmação da notícia trágica. A primeira informação brutal veio através das redes sociais. Foi #Divulgada uma foto em que celebravam com facas, pistolas, espingardas e celulares, dentro da cadeia a selfie dos matadores.

O Ministro da Justiça prometeu em Manaus que os presídios do Amazonas vão receber scanners para facilitar a revista dos visitantes.

Mais de 100 presos continuam foragidos em Manaus.

Publicidade

Ao todo, foram 60 mortos numa tragédia que foi praticamente anunciada em dois documentos oficiais. Num relatório de janeiro de 2016, depois de uma visita, #Inspetores escreveram que integrantes de uma facção poderiam ser alvo de fortes represálias, correndo, assim, risco de morte. E uma operação, a Polícia Federal identificou uma mensagem de um líder da facção que provocou a matança que dizia: “Esses nós vamos mata tudo”.

O complexo penitenciário onde aconteceu a matança tinha 454 vagas, mas 1.124 presos. A Defensoria Pública prometeu um mutirão para acabar com a super lotação, embora o Defensor Público Antonio Cavalcante tenha justificado não ter estrutura suficiente para tal operação.

Os presídios do Amazonas foram privatizados, o governo gastou mais de R$ 1 milhão nos contratos. Segundo Sergio Fontes, Secretário de Segurança Pública – AM, a parte armada sempre foi da Polícia Militar e sempre vai ser..

Publicidade

Com a medida de emergência, 133 presos que haviam sido “batizados” na facção paulista, o PCC, foram transferidos para um prédio inaugurado em 1907. A primeira cadeia de Manaus estava destinada a um museu, mas vai servir provisoriamente para manter os presos que se sentiram ameaçados pela facção.

As duas facções disputam uma das rotas mais lucrativas do mercado internacional de drogas, ela começa na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, desce o Rio Solimões, o Amazonas e chega a Manaus. A droga abastece o mercado local, mas também vai para o Rio de Janeiro e é exportada para a Europa.