Começamos o ano de #2017 literalmente com 'o pé na jaca', e parece apenas se agravar o estado de sítio empregado pela facção Família do Norte (#FDN), na cidade de Manaus. Após vários áudios postados em aplicativos móveis de mensagens instantâneas, várias postagens com informações desencontradas em redes sociais e várias opiniões sobre a atitude de gestores municipais, regionais e federais, estamos vendo, pela ótica da indústria cinematográfica brasileira, que Assalto ao Banco Central será considerado um filme de crime simples, se comparado ao que vamos descrever agora. Sim, até mesmo Carandiru (o filme) não terá chance na bilheteria, se a Globo Filmes fizer um trabalho fiel ao que estamos vendo na cidade de Manaus..

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Começamos com a rebelião nos dois maiores complexos penitenciários do estado, resultando em mortes dignas de Jogos Mortais. Decapitações, esquartejamentos, ameaças, isolamento de vítimas, nada chega tão perto do índice da maldade empregado às vítimas desse massacre. Indefesos, na minoria, não tiveram chance contra o que lhes era aguardado. Após um extenso período de negociações, cessaram os sequestros, mas as ameaças continuaram, contra membros da facção Primeiro Comando da Capital (#PCC) e contra detentos do art. 213 (condenados por estupro).

Após outro momento de apreensão, pois a vida de mais detentos estava em perigo, vimos com olhos indecisos a postura da sociedade quanto aos parentes dos assassinados neste primeiro momento da rebelião, que não sabem se buscam o estado para que sejam tomadas as providências cabíveis ou o IML para tentar identificar o que sobrou dos corpos retirados dos complexos penitenciários..

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Em meio ainda a tantos embaraços, temos a transferência dos integrantes do PCC que ainda restaram para uma cadeia desativada no centro da cidade de Manaus, buscando assim preservar a vida dos mesmos, após tantas ameaças sofridas. Neste mesmo momento, no Complexo Penitenciário do Puraquequara, 4 integrantes da facção citada são mortos e decapitados. Agora a situação passa a ser vista com mais cautela, não existe mais um lugar seguro. Fontes diversas informam que dos mais de 200 detentos que fugiram e ainda não foram recapturados (até a postagem deste artigo, incluindo o Brayan Bremer) estão fazendo arrastões em ramais interioranos, dizem que haverá um estado de guerra civil contra os integrantes do PCC que estiverem aqui fora (das penitenciárias), contra seus familiares e contra quem estiver no caminho (incluindo a polícia).

Até o fechamento desta postagem, a última noticia que tivemos é que foi jogado no pátio externo do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (onde estão os integrantes do PCC) um artefato explosivo que fez literalmente o chão tremer nos arredores do citado prédio..

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Não sabemos até que ponto chegará esta guerra civil entre facções pelo poder de espaço em Manaus, mas sabemos de uma coisa, pessoas que nada tem haver com essa guerra estão sendo prejudicadas, pois o estado de pânico já se instaura na cidade, alertas e toque de recolher estão se espalhando, e chegaremos ainda a um estado que nem mesmo os mais imponente cineastas conseguirão adaptar a atual realidade a seus filmes de guerra ou de terror.