O serviço gratuito de webmail do Google, Gmail, estava sofrendo interrupções há alguns meses na #China e nos últimos dias foi definitivamente bloqueado no país.

Desde quinta-feira (25), o governo chinês começou a bloquear o acesso ao maior serviço de e-mail do mundo. De acordo com o Relatório de Transparência do Google, nenhum problema foi identificado em seus servidores para justificar a queda brusca ao acesso, dos usuários chineses, ao Gmail desde o Natal.

Na sexta-feira (26), várias contas de e-mail foram cortadas. Alguns usuários afirmaram que o serviço ainda estava bloqueado nessa segunda (29). Até a semana passada era possível acessar e-mails baixados através de protocolos (SMTP, POP3 e IMAP), que permitiam que as pessoas tivessem acesso ao Gmail em aplicativos como e-mail do iPhone e o Microsoft Outlook.

Publicidade
Publicidade

Um grupo de ativistas, que luta contra a censura no país, sugeriu que a culpa da exclusão é da intervenção do governo na internet.

Segundo um dos membros do grupo de liberdade de expressão, Great Firewall of China, eles acreditam que esta ação é uma tentativa do governo de eliminar totalmente a presença do Google na China e tentar também enfraquecer seu mercado no exterior.

É de conhecimento mundial que desde junho, quase todos os serviços do Google vêm sendo interrompidos na China. Este controle pesado é para impedir atitudes que desafiem o Partido Comunista ou sinais de dissidência.

Apesar de não ter assumido ainda a culpa pela interrupção do serviço, a culpa recai sobre o governo da China. O Facebook e o Twitter são bloqueados na China e vários serviços do Google, como o Youtube, o Maps e o Drive. O Gmail começou a sofrer interrupções desde junho, próximo à data do aniversário de vinte e cinco anos do Massacre da Praça da Paz Celestial.

Massacre da Praça da Paz Celestial

É o nome popular do Protesto na Praça da Paz Celestial, que consistiu em uma série de manifestações contra o Partido Comunista. Estudantes da República Popular da China protestaram na Tian'anmen, entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989. O Exército Popular de Libertação suprimiu os protestos. O resultado foi centenas de pessoas mortas e milhares feridas.