Serviços de resgate da Indonésia suspenderam a busca por corpos e destroços do Air Asia, que caiu no mar de Java, na Indonésia, no último domingo, devido ao mau tempo.

Até agora, sete corpos foram achados, das 162 pessoas a bordo do voo QZ8501. Três deles foram identificados, incluindo uma aeromoça.

O co-piloto do avião de resgate C130 Hercules, da Força Aérea da Indonésia, Tenente Tri Wobowo, disse que viu restos da aparelhagem do avião e bagagem flutuante, fora da costa de Borneo, no mar de Java.

Um barco, que participa do trabalho de busca, teria localizado o ponto exato onde a aeronave está, a cerca de duas milhas, onde foram avistados os primeiros destroços nesta terça-feira (30).

Publicidade
Publicidade

As autoridades não especificaram se a caixa preta está inteira ou danificada, nem se pronunciaram sobre relatos da mídia local que diziam que o avião está de cabeça para baixo.

Foi aberta uma central em Surabaya, na ilha de Java, para começar a identificação dos corpos, a fim de devolver os restos mortais às famílias dos falecidos.

O avião da companhia aérea AirAsia havia decolado no domingo passado, em Surabaya, rumo a Cingapura, onde deveria desembarcar cerca de duas horas mais tarde. Embarcaram 155 passageiros e uma tripulação de sete pessoas, sendo 155 indonésios, três sul-coreanos, um britânico, um francês (co-piloto), um malaio e um cingapuriano.

O piloto pediu permissão à torre de controle da Indonésia para virar ligeiramente à esquerda e subir em altitude, para evitar uma tempestade antes da comunicação ser cortada.

Publicidade

O avião da companhia aérea não emitiu qualquer sinal de socorro.

A atenção concentra-se agora em determinar o que aconteceu, quando o avião estava indo para Cingapura. As provas mais importantes serão os gravadores de dados de voo e de voz, do cockpit, que estão nas caixas-pretas. Mas o estado da fuselagem e dos corpos também podem fornecer pistas vitais.

Se o avião desceu relativamente intacto, possivelmente houve perda de sustentação aerodinâmica, erro do piloto ou um problema na fuselagem. Problema mecânico e nas asas seriam também alguns dos fatores. "Nesse caso, a fuselagem mostra sinais de compressão", disse o ex-diretor-gerente do National Transportation Safety Board dos EUA, Peter Goelz.

Assim que o tempo melhorar as buscas serão retomadas.