A morte do jornalista Luke Somers foi confirmada hoje por Chuck Hagel, secretário de defesa dos Estados Unidos, durante visita surpresa no Afeganistão. Além de Luke, outro refém também foi morto, durante a tentativa dos militares das forças de elite dos Estados Unidos, de resgatá-los em segurança no Iêmen. É o sul-africano Pierre Korkie. Durante a operação, em uma vila em Shabwa, ambos foram atingidos por disparos de militantes da Al-Qaeda.

O jornalista vivia em Sanaa desde fevereiro de 2011, quando era somente professor e não tinha pretensões de seguir carreira no jornalismo. Nascido na Grã-Bretanha, Somers era cidadão americano e começou a atuar como jornalista quando a Primavera Árabe assolou a região causando confrontos e tumultos.

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Desde então, ele documentava os eventos com sua câmera. Trabalhou para jornais locais, como o National Yemen e o Yemen Times. Suas fotos ganharam destaque internacional.

Em um comunicado, o presidente Barack Obama lamentou as mortes de Luke Somers e de Pierre Korkie, ofereceu condolência às famílias e confirmou que a operação tinha autorização para ocorrer. Disse também que os terroristas que ferirem de forma bárbara os cidadãos americanos, sentirão o poder da Justiça americana.

Na quinta-feira (4), a Al-Qaeda havia divulgado um vídeo em que militantes ameaçavam o jornalista de morte se pedidos não especificados não fossem atendidos. O jornalista se identificou e disse que era refém desde setembro de 2013, quando foi sequestrado em Sanaa. Desde então, Somers dividia cativeiro com outros estrangeiros sequestrados.

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No vídeo, há críticas relacionadas ao governo americano. Em um determinado momento um dos membros da A-Qaeda critica a política externa de Barack Obama, pois acredita que isso leva a massacres e deu como exemplos: os ataques aéreos contra militantes em todo o território muçulmano e o uso de drones para atacar o Iêmen.

Um dos homens identificados no vídeo é Nasser bin Ali a-Ansi, representante da Al-Qaeda na Península Arábica (Aqap). #Terrorismo