O #Ataque sofrido pela Sony Pictures no fim de novembro, em que hackers do grupo Guardians of Peace (GOP) invadiram o banco de dados da empresa e divulgaram roteiros de filmes inéditos, como o próximo de James Bond; e-mails e dados da empresa; além de fazer ameaças contra o lançamento do filme 'A Entrevista' (o filme é uma comédia sobre um plano da CIA para matar Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte), causou muito mais prejuízos do que os 200 milhões de dólares.

Após o ataque e as ameaças feitas pelos hackers, a Sony retirou os cartazes de divulgação do filme 'A Entrevista' e cancelou seu lançamento. O motivo dessa atitude, segundo ela, foi o fato de algumas salas de cinema se recusarem a exibi-lo.

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Após o FBI afirmar que o GOP tem ligações com Pyongyang, o governo do país agora ameaça atacar os Estados Unidos.

Em um comunicado feito hoje, a Coreia do Norte ameaçou promover ataques ao Pentágono, à Casa Branca e a todo o território americano, sem dar detalhes de que tipo de ataques estão falando.

O governo de Pyongyang negou com veemência a acusação formal feita pelos Estados Unidos de que a Coreia do Norte tenha responsabilidade pelo ataque virtual à Sony, em resposta ao lançamento do filme 'A Entrevista'.

Um comunicado foi divulgado pela agência de notícias oficial da Coreia da Norte. Nele, Barack Obama é acusado de imprudência ao acusar o país coreado de estar por trás do ataque cibernético à Sony Pictures. Um dos trechos declara que o exército e também todo o povo coreano estão preparados para entrar em qualquer confronto com a potência americana, em uma guerra de qualquer natureza, inclusive cibernética. E também chamou o país de 'fossa do terrorismo'. 

No domingo (21), Obama disse à CNN que considera a invasão um ato de cibervandalismo. Declarou também que o governo estudará a possibilidade de colocar a Coreia do Norte novamente na lista de países que patrocinam atos de terrorismo.

Hoje (22), a internet da Coreia do Norte ficou fora do ar. Boatos dizem que já são mais de vinte e quatro horas sem conexão no país. Isso acontece três dias depois de Barack Obama dizer que os Estados Unidos responderiam ao ataque à Sony.