Um peculiar produto à venda na Comic Con Experience (maior convenção da América Latina que reuniu fãs, personagens e artistas de cinema, quadrinhos, cultura e música pop, em São Paulo na última semana) chamou a atenção do público presente.

Um boneco realista de Adolf Hitler estava à venda em um estande da feira. O produto, que é importado, é fabricado pela empresa 3R (Terceiro Reich). A maioria das pessoas sabe a que este nome se refere, certo? Terceiro Reich foi o nome dado à Alemanha nazista, no período de 1933 a 1945, quando o país foi controlado por Hitler e pelo Partido Nazista.

Nos dias de hoje ainda se fala sobre a crueldade do regime, que era racista e antissemitista.

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Por anos, judeus e pessoas pertencentes a outros grupos foram perseguidas e assassinadas.

Segundo Marcelo Feller, advogado criminalista, antes de acusar alguém de crime de apologia ao nazismo, deve-se levar em conta a intenção, no caso, do expositor. Já a intenção da empresa responsável pela fabricação do boneco, poderia ser investigada pelo Ministério Público, devido ao seu nome (3R) e sua linha de produtos. Como pessoas jurídicas não podem responder por crimes de racismo, a feira não poderia ser responsável criminalmente. Já o expositor, se fosse comprovada a utilização do boneco como prática de ato racista, ele poderia ser responsável criminalmente.

De acordo com Roberto Dias, advogado, a feira poderia sim ter responsabilidade civil por permitir que o expositor tivesse a atitude de expor o produto.

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No Brasil, é crime a fabricação, distribuição, comercialização ou veiculação de símbolos que possuam a suástica nazista com o objetivo de divulgação do nazismo. De acordo com a lei 7.716/89, parágrafo 1º do artigo 20, a pena para quem praticar esse crime inafiançável é de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa.

Em seu site oficial, a 3R exibe a mensagem de que seus produtos são fabricados apenas para fins educativos e históricos e que a empresa não tem a intenção de explorar as atrocidades da guerra. #Negócios #História