A guerra civil dos anos 90 registrou para Ruanda a perdas de milhares de vidas, incertezas das leis, desestabilização política e econômica agravando as já duras mazelas sociais do país. Logo, os efeitos da guerra não cessam com o fim das batalhas, sendo difícil levantar alternativas há reconstrução.

Ao longo dos últimos 50 anos, o crescimento da produtividade agrícola tem ofertado alimentos abundantes e baratos. Esta revolução produtiva deflagra uma queda constante nos níveis de preços agropecuários.

A crise na cadeia traz efeitos socioeconômicos negativos, Ruanda é apenas mais um dos muitos países da África Subsaariana que se encontra nesta situação, mas diferentes de alguns a guerra deteriorou uma cadeia que contribui muito com a geração de divisas, a cadeia do café. O alto nível de crescimento populacional pressiona o tamanho da propriedade, empurrando para os agricultores um limite de produtividade, criando uma relação negativa entre os dois fatores.

A guerra causou declínio da produção, perda de qualidade, abandono e destruição das instalações, equipamentos das indústrias de processamento pós-colheita.

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Os efeitos da guerra não cessam com o fim das batalhas, sendo difícil levantar alternativas há reconstrução.

Por meio de uma revisão de literatura e dados secundários buscou-se uma visualização abrangente destes gargalos e como a privatização contribui para agregar valor e alcançar rendas sustentáveis colaborando com a reestruturação no pós-guerra. Mas o país dividido pela guerra, milhares de cafeicultores na pobreza, dispersão produtiva, erradicação de doenças, disseminação de conhecimento e pluralidade de leis da terra dificulta o alcance das metas. Logo, o objetivo deste trabalho é discutir os principais gargalos e como a privatização pode contribuir com a agregação de valor na cadeia ofertando melhores oportunidades para os cafeicultores auferirem rendas sustentáveis.

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A privatização estimula o lucro do agente privado possibilitando-o ofertar melhorias, formação de uma visão empresarial na cadeia gerando um crescimento vertiginoso em todo sistema produtivo. Mas esta não é uma solução definitiva para regiões com alta dependência de uma commodity, mas um primeiro passo ao progresso econômico e social. #História