‘Natal’ significa ‘nascimento’. Dia 25 de dezembro é conhecido mundialmente pela comemoração do nascimento de Jesus, principalmente pelos cristãos. Somos encharcados com canções e filmes publicitários sobre a data comemorativa. De fato, umas das épocas mais bonitas do ano, o natal poderia ser melhor se não houvesse uma motivação religiosa por trás do seu significado e origem. Há controvérsias sobre a originalidade desse objetivo. Muitos tem contestado o verdadeiro sentido do Natal e, principalmente, se ele realmente deve ser uma comemoração cristã.

Antes de tudo, a Bíblia, livro utilizado pelos cristãos como meio de orientação para a vida, não revela em parte alguma a data em que Jesus nasceu. Ela dá indícios de que a data escolhida para o Natal não é em dezembro.

Lucas no capítulo 2, versículos 7 e 8 diz: “E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.”

O livro “A Vida Diária na Época de Jesus” (em inglês), observa que os rebanhos ficavam guardados durante o inverno em Belém devido ao grande frio que faz nessa época do ano. Só para se ter uma ideia, na noite desta segunda-feira (22), à 1h00 (horário local), os termômetros marcavam apenas 9 ºC. Se os pastores estavam vivendo ao ar livre no momento em que Jesus nasceu, definitivamente não foi em dezembro, um mês muito frio no hemisfério norte.

A Enciclopédia Delta Universal aponta que os seguidores de Jesus, os primeiros cristãos, não comemoravam o aniversário de Jesus. A data só ganhou um novo significado séculos mais tarde pela #Igreja Católica. Mais especificamente pelo bispo romano Libério no século III. Originalmente, a data era destinada a comemorar uma festa pagã dos romanos dedicada ao nascimento anual do “Deus Sol” no solstício de inverno, ou “nascimento do sol inconquistado”. De acordo com a Enciclopédia Barsa, a data do Natal deve ter sido escolhida pela Igreja para coincidir justamente com essa festa pagã dos romanos.  Muitos eruditos argumentam que a data foi escolhida “para que o cristianismo fizesse mais sentido para os pagãos convertidos”.

Muitos já sabem que o Papai Noel não passa de uma jogada de marketing para atribuir ao natal uma época de distribuição de presentes, consequentemente, aquecendo as vendas do comércio. Ponto para os varejistas! A imagem moderna do papai Noel foi criada em Nova York com a ajuda de grandes colaboradores, como Washington Irving e o cartunista Thomas Nast, nascido em 1840.

Dentre os costumes e rituais pagãos do Natal, estão símbolos muito conhecidos atualmente: a árvore de natal, as luzes, as festas, banquetes e troca de presentes.

O uso da árvore de Natal era comum pelos europeus pagãos, e continuou sendo utilizada quando eles se converteram ao cristianismo. Um exemplo da atualidade é o costume de colocar uma árvore na entrada de casa ou dentro dela. Durante as festividades durante o inverno dos tempos antigos, a ação era exatamente assim, segundo a Encyclopædia Britannica.

As luzes de Natal (ou pisca-pisca, como hoje são conhecidas), decoravam a casa dos europeus pagãos. Segundo a Enciclopédia da #Religião (em inglês), eles utilizavam “luzes e sempre-verdes de todos os tipos” para celebrar o nascimento do Deus Sol e combater os espíritos maus.

A The Enciclopédia Americana afirma que a festa romana realizada sempre em dezembro (conhecida como saturnais), forneceram o modelo para o Natal tão conhecido hoje. Dentre as características dessa festa que podemos notar atualmente estão a troca de presentes, grandes banquetes e queima de velas.



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