Depois de mais de dezesseis horas do iraniano manter reféns confinados em um café em Sydney, a polícia australiana decidiu entrar na cafeteria Lindt Chocolat, localizada no centro financeiro, Martin Place, da cidade de Sydney. Em um primeiro momento, a polícia conseguiu libertar parte dos reféns. Infelizmente, morreram três pessoas durante a ação, sendo o iraniano responsável pelo confinamento e dois reféns. Outras quatro pessoas se feriram, incluindo um policial que atingido por um tiro na face. O número total de reféns não foi confirmado pelas autoridades.

Prédios das proximidades foram esvaziados pela polícia, dentre eles o Parlamento de Gales do Sul, o Consulado dos Estados Unidos e a Ópera House.

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A ação aconteceu pouco depois das 2 horas da manhã (hora local), quando os policiais ouviram disparos de tiros dentro da cafeteria. A polícia declarou que entre os mortos há uma mulher de 38 anos e um homem de 34. Ainda não se sabe se foram mortos por tiros do iraniano ou durante a troca de tiros do atirador com a polícia.

O atirador foi identificado como sendo Man Haron Monis, muçulmano radical, de 49 anos. Não é a primeira vez que Monis atrai a atenção de policiais. Em 2013, ele enviou cartas ofensivas para familiares de soldados australianos mortos entre 2007 e 2009, no Afeganistão. Sua sentença foi de 300 horas de serviço comunitário.

Enquanto mantinha os reféns na cafeteria, fez com que alguns deles erguessem nas janelas uma bandeira similar que não é usado pelo Estado Islâmico, mas é parecida, com os dizeres "Não há Deus, senão Alá.

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Maomé é seu profeta". Monis fez duas exigências à polícia: uma bandeira do Estado Islâmico e conversar com o premiê da Austrália, Tony Abbot.

Monis nasceu Manteghi Bourjerdi, se autoproclamava Sheik Haron e morava na Austrália desde 1996. A BBC divulgou que o iraniano enfrentava mais de quarenta acusações, entre elas de agressão e de abuso sexual. Foi também acusado de ter participado da morte de sua ex-mulher, mas foi solto após pagar fiança.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbot, disse em um comunicado que o governo acredita que o acontecimento teve motivações políticas, devido ao envolvimento do país com ataques a locais onde estão militantes do Estado Islâmico. #Crise