Neste domingo, a polícia turca invadiu as instalações do jornal Zaman e da televisão Samanyolu, com base nos Estados Unidos e localizadas nas proximidades de um clérigo muçulmano rival. A invasão resultou na prisão de 24 pessoas. Entre os presos estão, inclusive, ex-chefes de polícia e executivos. Segundo o presidente, Recep Tayyip Erdogan, os locais invadidos são de uma rede terrorista que conspira para a sua derrubada.

De acordo com a imprensa, trinta e duas pessoas receberam mandados de prisão. A emissora estatal TRT Haber afirmou que vinte e quatro pessoas foram detidas em incursões na Turquia, entre eles 2 ex-chefes de polícia.

Publicidade
Publicidade

O presidente do grupo, produtores e funcionários de séries dramáticas da Samanyolu também foram presos.

O presidente da TV Samanyolu, Hidayet Karaca, disse que esse é um fato infeliz, em pleno século 21 um grupo de mídia com várias estações de televisão e de rádio, ser tratado dessa maneira.

Erdogan está em um conflito declarado contra seu ex-aliado, Fethullan Gulen, desde o início (há um ano) da investigação por corrupção relacionada ao círculo próximo a Erdogan.

Hoje, a União Europeia, emitiu um comunicado declarando que essas ações são incompatíveis com a liberdade de imprensa, contrariando os valores europeus. Segundo o chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, e o Comissário Johannes Hahn essa ação fere um princípio essencial da democracia e vai contra as normas e valores europeus, da qual a Turquia deseja fazer parte.

Polêmicas envolvendo o presidente turco Recep Tayyip Erdogan

No final de novembro, o presidente foi acusado de sexismo após fazer uma declaração de que as mulheres não são iguais aos homens e também alegar que as feministas na Turquia rejeitam a ideia da maternidade.

Recep Tayyip Erdogan é muçulmano e afirmou ainda que devido a diferenças biológicas, homens e mulheres não poderiam servir as mesmas funções. Acrescentou também que o serviço manual era inadequado para a 'natureza delicada' das mulheres. 

Essas declarações provocaram muitas críticas no Twitter e foram condenadas, inclusive, por uma âncora de um jornal, durante um boletim. #Crise