Mais de 35.000 civis iraquianos foram mortos ou feridos, nos ataques do ano passado, fazendo de 2014 o ano mais fatal entre as nações do oriente médio em seis anos, segundo as Nações Unidas.

E o derramamento de sangue pode ser pior em 2015, uma vez que Iraque e as forças da coalizão indicam revidar as ameaças do grupo terrorista ISIS (Estado Islâmico do Iraque e Levante).

O documento, apresentado no domingo, pela Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque, projeta um cenário sombrio para um país que permanece assediado pela violência sectária e a ascensão do Estado Islâmico, junto com a expansão da presença militar dos Estados Unidos da América.

Publicidade
Publicidade

Entre as vítimas, 12.282 foram mortos e 23.126 foram feridos. Entre os membros das forças de segurança do Iraque, houve 421 mortes e 508 pessoas feridas. Segundo o relatório, 484 civis foram mortos a cada mês.

"Mais uma vez, civis comuns do Iraque continuam a sofrer em consequência da violência e do #Terrorismo", disse no relatório, Nickolay Mladenov, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas.

A metodologia do relatório se baseia em uma variedade de fontes, incluindo depoimento das vítimas, parentes das vítimas, testemunhas e evidências fornecidas pelo pessoal da saúde, líderes comunitários, líderes religiosos e civis, bem como relatórios das mídias e contas do governo. A UNAMI (Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque), entretanto, afirma que as informações do relatório podem não estar completas, e "pode ser que a UNAMI seja sub-notificada quanto à extensão, à natureza ou a gravidade dos efeitos da violência armada e atos de terrorismo contra a população civil".

Publicidade

Em um relatório relacionado, dados das Nações Unidas mostram que vítimas civis começaram a diminuir bruscamente de 2009 a 2011, mas subiram em 2012. No final de 2011, os Estados Unidos da América retiraram formalmente suas forças de combate do país, e a administração de Obama tem sido objeto de críticas por sua decisão de acabar com a guerra no Iraque, com a crescente violência neste país.

Em 2014, quase dois terços do massacre ocorreram a partir de junho, resultando em 1.775 mortes e 2.351 pessoas feridas, o pior mês registrado.

Tal mês coincidiu com o avanço do ISIS. O grupo separatista da Al-Qaeda invadiu Mossul no dia 10 de junho, a segunda maior cidade do Iraque, além de Tikrit, cidade natal de Saddam Houssein, e comunidades menores no coração sunita, derrotando as forças de governo.

O grupo se tornou famoso pelas mortes e intimidação de civis, tanto no Iraque quanto na Síria, perseguição de cristãos no Iraque e decapitações de ativistas humanitários, que foram amplamente divulgadas nas mídias sociais.

Publicidade

Os EUA, apoiados pela coalizão internacional, iniciou ataques aéreos contra o grupo terrorista no dia 8 de agosto, e mais de 4.000 tropas americanas foram movidas para a região ou aguardam para agir no país, a maioria para proteger interesses dos EUA e treinar as forças de segurança do Iraque.

Em dezembro, a contagem de mortes foi de 680, marcando a menor taxa desde maio. Mas 2015 pode trazer mais mortes de civis, visto que pode haver um confronto entre as forças de coalizão e o grupo ISIS, ambos armados com artilharia e tanques, em áreas urbanas densamente povoadas.