Por mais que pensemos que nossa sociedade e civilização estejam caminhando rumo ao progresso e ao desenvolvimento, somos forçados a refletir essa ideia a cada episódio de #Terrorismo acontecido mundo afora.

O rapto de centenas de alunas em uma escola, a destruição de esculturas gigantes que representavam deuses antepassados, o suicídio com bombas em lugares públicos e os assassinatos de pessoas escolhidas, nos mostram como estamos desprotegidos e como somos incapazes para evitar eventos desse tipo. Das mais áridas e pobres regiões do mundo aos centros mais ricos e sofisticados, todos estão sob perigo quando se fala em terrorismo.

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O ataque cometido à redação da revista francesa Charlie Hebdo na manhã dessa terça-feira, dia 7, tirou a vida de pelo menos 12 pessoas que foram, nominalmente, chamadas, provavelmente, para evitar erros por parte dos executores. Entre os assassinados estavam o editor da revista e cartunista, Charb e os cartunistas Cabu, Wolinski e Tignous. Todos eles intimamente ligados à procura de um mundo livre de erros como a corrupção, fanatismo e terrorismo. Através de suas charges, denunciavam problemas usando o humor.

Certamente os autores do crime querem que o atentado intimide os profissionais da escrita e do desenho quando esses forem atuar em seus trabalhos. Com certeza querem que pensem que estarão correndo o risco de serem bombardeados, sequestrados, ou vítima de qualquer outro absurdo criado pelas mentes doentias desses terroristas que se acham juízes e bem-feitores.

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São tão incompetentes que precisam usar o anonimato, a força bruta e a surpresa para "fazerem" o trabalho pelo qual se dizem responsáveis.

Ao contrário desses homens que buscam a liberdade através da imprensa com suas frases e desenhos e que mostram a cara, o nome, e ainda assinam embaixo, o bando de pervertidos que assassina gente de forma tão animal se esconde em capuzes, correm de todos, fogem trocando de carros, numa prova de que sabem que o que eles fazem é muito pior e muito mais condenável que o que suas vítimas produziam.

Enganam-se, esses bandidos, ao acharem que suas atitudes estúpidas serão capazes de deter o trabalho dos profissionais da imprensa. Quando tantos morrerem sob o jugo do terrorismo, outros tantos apareceram para denunciar os atos desumanos e substituirão os mortos. É a nossa luta atrás da sociedade perfeita. Pena que os estúpidos matem os sãos. Não queiram é que os sãos partam para a revanche jogando o mesmo jogo, usando as mesmas armas ou regras. Se assim fosse, não seriam sãos, e sim, outros estúpidos.

A educação das pessoas e dos povos, através dos tempos, fará com que ações terroristas desse tipo desapareçam e, talvez, tire até os motivos para os cartunistas trabalharem. Mas, pelo menos por enquanto, sabemos bem que o trabalho desses profissionais é imprescindível, pois é através do humor que aprendemos o que não queremos estudar, nem entender. O terrorismo nunca será grande o suficiente para calar a voz da Justiça.