Um dia depois que um apagão afetou várias cidades de pelo menos dez estados, o #Governo brasileiro viu a necessidade de importar energia da Argentina, revelou hoje a agência de notícias estatal brasileira.

De acordo com o relatório, o Brasil solicitou da Argentina, entre 500 a 1.000 megawatts para atender a demanda de energia. A agência acrescentou que a importação foi concluída através das linhas de interligação de Garabi, na cidade brasileira de Garruchos, Rio Grande do Sul.

O Ministério de Minas e Energia não confirmou nem negou a informação imediatamente. Em conferência de imprensa realizada ontem em Brasília, o chefe do ministério, Eduardo Braga disse que não há falta de geração de energia, apesar da onda de calor e da seca prolongada no país.

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Por sua vez, o ministro de Relações Institucionais, Pepe Vargas, disse aos repórteres que a interrupção se deu devido a uma "falha técnica" e disse que o risco de um colapso no fornecimento de energia elétrica "não está presente no país, mesmo com a situação de estiagem, que vem se prolongando por vários dias. "

Além disso, o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL - agência reguladora do setor), André Pepitone, disse que o apagão não foi causado pela crise de água, que reduziu drasticamente as reservas de água que abastecem os estados industrializados da região Sudeste do Brasil, nem pela onda de calor que aumenta o consumo de energia.

Segundo Pepitone, a causa foi uma queda na frequência do sistema elétrico, tornando-se temporariamente paralisada a operação de algumas usinas hidrelétricas.

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Apesar dessas garantias, o governo de #Dilma Rousseff anunciou que o país irá adicionar 1.500 megawatts ao sistema elétrico dos estados do sudeste, região em que mais cidades foram afetadas pelo apagão na segunda-feira (19).

O aumento será feito através da ativação das usinas e transferências de aumento para a região de energia gerada por outras fontes, como a usina hidrelétrica de Itaipu e a Usina Nuclear de Angra dos Reis.

Apesar do que dizem, sabe-se que o desempenho das hidrelétricas está diretamente ligado aos reservatórios. Se a estiagem se prolongar por muito mais tempo, o país vai passar por um momento delicado, no que se refere à geração de energia.