Moscou. Depois das festividades do Natal e fim de ano,os russos retornaram hoje à dura realidade. A maioria dos russos enfrenta uma situação sem precedentes, uma situação que há muito tempo não se via ,uma das dificuldades está nos preços internacionais do petróleo inflacionados.

A população russa agora tem uma nova prioridade: encontrar uma maneira de sobreviver à grave crise econômica que substituiu a sua segurança e estabilidade, segundo as palavras do presidente russo, Vladimir Putin, "que está pagando por não saber diversificar a economia. "

Em outras palavras, a crise atual se resume em que os lucros das exportações de petróleo e outras matérias-primas se acumulam em contas bancárias no estrangeiro ou foram gastos na aquisição de residências de luxo em outros países, iates, aviões particulares, etc, em vez de se investir em educação, saúde pública e outros componentes do bem comum.

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Os russos acabam pagando o preço por essa má administração e uma das consequências foi a desvalorização de sua moeda: o rubro teve uma redução de quase metade do valor em relação ao dólar e ao euro, moedas que servem como referência para corrigir muitos preços na Rússia.

Ninguém pode prever também a magnitude da recessão na economia dos EUA . Estimativas não oficiais falam de cerca de 5 por cento do produto interno bruto (PIB,) pressupondo que os preços do petróleo estavam sendo cotados a US $ 60 por barril em 2014, mas agora não chegam aos 50 dólares.

O quanto mais fundo ainda pode se chegar? "Essa resposta depende do tamanho da queda." Disse Valeri Mironov, vice-diretor do Centro de Desenvolvimento, ligado à Escola Superior de Economia, uma das mais prestigiadas universidades na Rússia.

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Ele está convencido de que nesse cenário negativo, o PIB pode cair quase 8 por cento.

Segundo Mironov, essa crise é semelhante ao que aconteceu em 2008. Nessa época, a Rússia sofreu com as conseqüências de uma crise global, resultante do colapso das hipotecas subprime nos Estados Unidos um ano antes.

Existem semelhanças, mas também pontos diferentes. O primeiro caso inclui o colapso dos preços do petróleo, cujo preço do barril era de US $ 147 em junho de 2008 e caiu para US $ 45 em novembro do mesmo ano. No ano passado, o barril valia $ 115 em Junho e hoje está cotado em 48 dólares.

A queda dos preços em 2008 e 2015 teve como consequência a desvalorização do rubro .

As diferenças são perceptíveis. Longe dos estímulos aos investimentos, a fuga de capital aumenta, enquanto as sanções contra a Rússia fecham as portas aos mercados financeiros nos Estados Unidos, #Europa e Japão. A resposta russa ao "embargo de alimentos" também agrava a situação, fazendo com que a inflação, a escassez de alimentos e os rendimentos continuem caindo.

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Por um algum tempo a Rússia ainda conta com suas reservas para amenizar a crise, o suficiente para se manter durante um ano para bancar os importadores, os bancos e as empresas russas, que não chegaram a declarar falência. Enquanto isso, de acordo com estimativas conservadoras, em um curto prazo, um milhão de pessoas perderão seus empregos, aumentando o desemprego em cerca de 7 por cento.

Mas o pior de tudo é que basicamente o governo ainda não tem um plano de ação para superar a crise,