Um palestino esfaqueou e feriu mais de dez israelenses ao invadir um ônibus no centro de Tel Aviv na manhã desta quarta-feira (21). Após o ataque, o suspeito fugiu pelas ruas próximas e posteriormente foi baleado por forças de segurança.

Ainda não está claro se todo o #Ataque ocorreu dentro do ônibus. Pelo menos 12 israelenses foram hospitalizados, incluindo vítimas gravemente feridas. O agressor, um homem palestino com cerca de vinte anos de Tulkarm, na Cisjordânia, foi tratado no hospital e interrogado.

O episódio quebra um período de relativa tranquilidade que se seguiu a uma onda de ataques contra israelenses em outubro e novembro em Jerusalém, Tel Aviv e na Cisjorndânia, realizados por palestinos armados com facas, armas de fogo ou até mesmo utilizando carros como instrumento de ataque. 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou a liderança palestina por criar uma atmosfera que levou ao ataque, dizendo que esse foi o resultado direto da incitação disseminada pelas autoridades palestinas contra judeus e seu estado.

Publicidade
Publicidade

O agressor, identificado pela polícia por Hamza Muhammad Hassan Matrouk, 23 anos, entrou no ônibus em Tel Aviv por volta das 7h30 (horário local) e prosseguiu por vários pontos, enquanto outros passageiros adentravam ao ônibus. Ele atacou primeiro o motorista, que resistiu, e então atacou outros passageiros, até que estes conseguissem abrir a porta e escapar do ataque.

Assim que o agressor escapou, homens armados do serviço prisional de Israel, que estavam nas imediações, o perseguiram e disparam contra o homem. Segundo relatos, os homens estavam a caminho do tribunal, procedimento de rotina, quando viram um ônibus em ziguezague parar no sinal verde. Quando os passageiros saíram gritando, perceberam que havia algo errado.

Os primeiros disparos foram em direção ao céu. Como o suspeito não parou, os policiais atiraram em sua perna, segundo o chefe da equipe, que não foi identificado.

Publicidade

A polícia disse que Matrouk estava em um campo de refugiados em Tulkarm e entrou ilegalmente em Israel nesta mesma manhã (quarta-feira, 21). Durante o interrogatório, Matrouk disse que foi motivado pelos recentes confrontos em Gaza e buscava o paraíso, e decidiu que atingiria esse objetivo realizando o ataque.

Uma criança de 14 anos que estava no ônibus e iria para a escola ficou levemente ferida. Ela contou aos repórteres que, ao ver que o agressor entrou no ônibus, todos foram para o fundo. A criança quebrou uma janela com o cotovelo e alguns passageiros conseguiram sair. Porém, Matrouk os perseguiu com a faca na mão. O jovem de 14 anos conseguiu se esconder atrás de carros.

As mortes e desaparecimentos de jovens israelenses e palestinos foram seguidos por 50 dias de combate, que levaram a cerca de 2.200 mortes em Gaza e cerca de 70 em Israel.

Em um pronunciamento após o ataque, Naftali Bennett, ministro de direita do gabinete israelense, disse que a pessoa responsável pelo ataque é a mesma que foi vista marchando na companhia de outros líderes mundiais em Paris na semana passada, se referindo a Mahmoud Zeidan Abbas, conhecido como Abu Mazen, seu nome de guerra.

Publicidade

Abbas é presidente da Autoridade Nacional Palestiniana. #Terrorismo