O atentado terrorista à redação da revista Charlie Hebdo, ocorrido na manhã de ontem (7) em Paris, que deixou um saldo de doze mortos, entre jornalistas e policiais, provoca reações violentas na capital da França. Apesar das manifestações populares em repúdio ao extremismo, foram registrados ao menos três ataques a locais de culto muçulmano. Um destes atentados já foi classificado como criminoso, como confirmou o prefeito da cidade, Bernard Perrut.

Tiros e granadas foram atirados contra uma mesquita na madrugada dessa quinta-feira em Le Mans, sem deixar feridos. Uma sala de oração com capacidade para 50 pessoas foi alvo de dois tiros em Port-la-Nouvelle.

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Por sorte, o local estava vazio no momento dos disparos, já que a reunião havia acabado cerca de uma hora antes. O governo local acredita que os incidentes estejam relacionados ao violento #Ataque à Charlie Hebdo.

Um dos policiais mortos seria muçulmano

Dentre as vítimas da ação dos terroristas, conforme informações do jornal The Independent, está o policial Ahmed Merabet, de 42 anos, que seria professante da fé islâmica. O oficial, que deixou uma mulher e dois filhos, foi visto nas imagens com as mãos para cima em sinal de rendição, sendo fuzilado à queima-roupa por um dos criminosos. O outro policial morto chamava-se Franck Brinsolaro.

Polícia segue em busca dos suspeitos

A polícia francesa segue em alerta e trabalha para localizar os principais suspeitos do atentado, os irmãos Said Kouachi, de 34 anos e Cherif Kouachi, de 32, que tiveram suas imagens divulgadas nesta quinta-feira.

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Informações de que ambos estariam sitiados em uma casa não são confirmadas pelos policiais. Após ter seu nome mencionado como um dos suspeitos nas redes sociais, Hamyd Mourad decidiu se entregar às autoridades. O jovem de 18 anos declarou inocência. Segundo amigos, o rapaz estava em uma sala de aula na hora do ataque.

Além das 12 pessoas mortas no atentado, 11 feridos (dentre os quais quatro em estado grave) permanecem internados. Conforme as autoridades, 65 pessoas teriam passado por acompanhamento médico-psiquiátrico por estarem sujeitas a traumas psicológicos por conta do ocorrido. #Terrorismo