O brasileiro Marco Archer Cardoso, preso em 2004 na Indonésia por tráfico de drogas, tem a sua execução, por fuzilamento, marcada para o próximo domingo, 18 de janeiro. O tráfico de drogas na Indonésia é crime punido com a morte e, nesse momento decisivo, o brasileiro e amigos fazem um apelo nas redes sociais para que haja uma última revisão do caso e a pena possa ser cumprida com prisão, no Brasil.

Marco Archer é um dos precursores do voo de asa delta no Brasil, morador da Zona Sul do Rio de Janeiro, e encontrava-se endividado quando aceitou traficar, colocando 13 quilos de cocaína nos tubos de uma asa delta e sendo descoberto pelo raio X ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Jacarta.

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Marco Archer ainda conseguiu fugir, porém 2 semanas depois acabou capturado pela polícia da Indonésia.

Utomo Karim, advogado de Marco, disse, por telefone, que o brasileiro está muito abalado e, como é esperado, não consegue aceitar a punição, da forma que é prevista pela lei da Indonésia. Segundo o advogado, seu cliente chora todo o tempo e mantém a esperança de ser poupado da execução, planejando formas positivas de ser um exemplo para os jovens que acabam sendo levados para esse caminho.

Entretanto, o presidente da Indonésia, Joko Widodo, não atendeu o pedido da presidenta Dilma Rousseff, mostrando-se mesmo insensível, segundo palavras do assessor especial em assuntos internacionais de Dilma, Marco Aurélio Garcia. Elamconversou por telefone com o presidente Widodo, mas este alegou que "infelizmente" não pode intervir, pois todos os trâmites seguiram o rito judicial da Indonésia.

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A presidenta afirma que tal fato cria uma sombra entre os dois países e lamenta pela atitude do governo da Indonésia. Enquanto isso, Marco Archer está sendo atendido por psiquiatras e encontrar-se-á com uma tia, que chega domingo em Jacarta.

As leis da Indonésia são extremamente rígidas e a maior parte da população concorda com esse pensamento de inclemência para com os crimes, principalmente de tráfico. A execução já está organizada e conta com a participação de um clérigo e de um médico, sendo vetada a qualquer civil a observação da mesma.

Fato relevante é que os condenados são avisados apenas 3 dias antes da data marcada, sob a alegação de que os condenados "sofreriam menos". De acordo com o Itamaraty, os negociadores brasileiros tentarão até o último instante obter a extradição de Marco, revertendo a sentença de pena de morte para posterior julgamento no Brasil.

Além de Marco Archer, há outro brasileiro na fila da morte, Rodrigo Gularte. Para domingo, dia 18, além de Marco, está marcada a execução de dois nigerianos, um holandês e um indonésio. O Brasil inteiro lamenta tal brutalidade em pleno século XXI e aguarda que algo aconteça e reverta essa situação.