A execução do brasileiro, Marco Archer, foi feita na Indonésia, na madrugada do domingo (18), representando no Brasil sábado (17), às 15h31 pelo horário de Brasília. A repercussão do caso atingiu líderes de todo o mundo, incluindo até apelo ao papa. Marco Archer estava preso desde 2004, ele era instrutor de voo livre, e ao tentar entrar no país asiático com 13 quilos de cocaína, que se encontravam escondido nos tubos presentes em uma das asa delta, foi pego. Ao passar pelo detector de raios-X no Aeroporto Internacional de Jacarta, ao qual o instrutor desembarcou, a droga foi descoberta. Marco ainda fugiu num período de duas semanas, contudo, foi preso e condenado a pena de morte por tráfico de drogas.

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Outros cidadãos presos pelo mesmo delito, também foram mortos, e mais 138 pessoas aguardam no corredor da morte para serem executadas, sendo na sua maioria estrangeiros.

A pena de morte por tráfico de drogas é pelo método de fuzilamento e, no caso do instrutor e dos outros executados, a morte foi realizada por um pelotão de 12 atiradores, sendo transferidos para um lugar próximo à prisão onde estavam presos, sendo posteriormente executados . A presidenta Dilma Rousseff chegou a fazer um apelo na sexta-feira (16) para o governador da Indonésia, não tendo êxito com o pedido. A presidente se declarou indignada com o ocorrido. O embaixador do Brasil presente em Jacarta, segundo notas do assessor do governo brasileiro, foi chamado pela presidenta e isso representa certo agravo ao país ao qual ele está presente, indicando futuras implicações nas relações entre os países.

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A lei que rege questões de tráfico de droga foi mudada na Indonésia há uns 15 anos, se tornando mais severa e rígida. Brasileiros que foram pegos anteriormente pelo mesmo crime conseguiram se livrar da pena de morte, porém, a mudança de lei impossibilitou Marco Archer da liberdade. A Indonésia é o país que possui as leis mais rígidas do mundo contra as drogas, uma pessoa pega com um cigarro de maconha pode passar até oito anos na prisão.