Dois catarinenses de Jaraguá do Sul, Dealberto Jorge Silva e Fernando Silva, viajaram para o casamento de um amigo em Cancún, no México, no dia 2 de janeiro. Decidiram então estender um pouco as férias, que acabou em tragédia. Os dois, empresários do setor elétrico no interior de SC, de 33 e 35 anos, mantiveram as redes sociais atualizadas até dia 7 de janeiro, depois tudo se complicou.

Dealberto chegou enviar um áudio pelo aplicativo WhatsApp, a um grupo de amigos, pedindo ajuda: "Irmão, estou para ser sequestrado por aquela amiga do Marchetti, a russa. Tem muita gente, está muito estranho, avise para a Polícia Federal...

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estou passando na frente do Hotel The Royal... está todo mundo me olhando. Já está vindo carro, já deu coisa estranha, muito estranha, entendesse? Então, só avisa a imigração de problemas... Avisa a polícia. Muito estranho."

Seu corpo foi encontrado no domingo, após a meia-noite, pela Polícia Turística e foi divulgado como sendo do irmão, Fernando, pois ao sair, ele pegou o passaporte do irmão. O irmão estava desaparecido desde domingo, mas entrou em contato com a família na tarde da segunda-feira, dia 12, dizendo que estava escondido e fugindo de quem supostamente havia assassinado o seu irmão - mas não disse o lugar onde estava e nem quem era a ameaça.

Segundo familiares, os perseguidores seriam pessoas ligadas à mulher russa a quem Dealberto se referiu no áudio, amiga de um empresário de uma cidade vizinha a Jaraguá, Blumenau, que era companheiro de viagem dos irmãos.

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A tal mulher seria namorada de um narcotraficante mexicano e teria tentado fugir dele para ficar com Dealberto.

Segundo testemunhas, o traficante foi atrás de Dealberto que, tentando fugir, se jogou da sacada do hotel. Sobre o irmão, Fernando, há suspeitas de que ele tenha sido sequestrado pelas pessoas a quem eles se referiam nas ligações, que seriam integrantes da máfia mexicana. Já o advogado da família informou que Fernando está escondido e em um local seguro, esperando para voltar ao Brasil.