O semanário Charlie Hebdo sofreu na quarta (7), um feroz ataque que matou doze pessoas, incluindo quatro cartunistas. Mas estará à venda na próxima quarta-feira com uma tiragem de um milhão de cópias (normalmente são 60.000), anunciou o advogado do semanário satírico, Richard Malka.

Será uma edição de oito páginas. O semanário foi apoiado por grandes grupos editoriais, como o Canal Plus e Le Monde. O escritório vai ser temporariamente transferido para a sede do jornal Libération. "Vamos lá, decidimos sair novamente na próxima semana. Estamos todos de acordo", disse um de seus cronistas, Patrick Pelloux.

Segundo um repórter, o diretor de publicação, Charb, que morreu na quarta-feira, sempre disse que a revista tinha que sair, custe o que custasse.

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A equipe de Charlie Hebdo teve uma reunião para discutir o futuro do semanário, disse Gérard Biard, editor da revista satírica, à agência AFP.

O editor-chefe da revista e cartunista, Stephane Charbonnier (Charb), e três lendas de humor da França, como Georges Wolinski, Tignous e Cabu, foram mortos no ataque.

A imagem do terror

O jornal francês Le Monde publicou hoje uma imagem assustadora, onde você pode ver o estado em que ficou o escritório da revista Charlie Hebdo, após o ataque feroz em que doze pessoas morreram na quarta, incluindo quatro cartunistas e quatro jornalistas. A imagem mostra papéis espalhados no chão e sobre eles, manchas de sangue.

O ataque que chocou a França e o mundo aconteceu rapidamente, em questão de alguns minutos. Dois homens mascarados (Cherif Kouachi, Said Kouachi) e fortemente armados com várias armas, entre elas um lançador de foguetes, entraram no escritório do semanário, que já tinha sido atacado em outra ocasião.

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Desde a quarta (7), toda a França mobilizou-se para condenar o ataque. Ao mesmo tempo, começaram a caça aos dois fugitivos, que foram mortos hoje, em uma operação da polícia francesa. Um terceiro homem, que havia colaborado com o ataque, se entregou às autoridades no mesmo dia do ataque. #Terrorismo