O mistério sobre a possível participação do governo argentino na morte do promotor Alberto Nisman continua. Depois de deixar a Argentina, no dia 24 de janeiro, o jornalista do jornal "Buenos Aires Herald", Damián Pachter, divulgou um novo artigo no site "Haaretz" falando sobre sua fuga da Argentina para Israel.

No artigo, Pachter afirma que estava correndo risco de morte e sendo perseguido na Argentina depois de ter sido o primeiro jornalista a divulgar a morte de Alberto Nisman, promotor que denunciou a presidente Cristina Kirchner.

Nisman foi encontrado morto em seu apartamento, mesmo contando com 10 seguranças.

Publicidade
Publicidade

As circunstâncias da morte ainda estão sendo investigadas, a única coisa que se sabe até então é que ele foi morto com um tiro na cabeça e que em suas mãos não havia pólvora. 

A denúncia feita por Nisman era relativa à presidente e alguns de seus colaboradores, por terem tentado proteger terroristas iranianos. Em 1994, houve um ataque a Amia, associação israelita, no qual 85 pessoas morreram. Os terroristas iranianos que foram acobertados teriam sido os responsáveis por essas mortes.

No texto, Pachter conta que foi embora da Argentina de avião com rumo para Montevidéu, seguiu para Madri e depois foi para Israel, seu país de origem. Para ele, a Argentina é hoje um país tomado por um sistema político corrupto e obscuro. Disse ainda que não imaginava que seu retorno para Israel se daria dessa forma e que não sabe se pretende voltar para o país.

Publicidade

O jornalista afirmou que o governo da Argentina tem publicado informações falsas nas redes sociais sobre ele, dando a entender que ele não fugiu do país de verdade.

No dia 23, a BBC publicou uma reportagem nova sobre a morte de Nisman, citando um tweet que o jornalista alega nunca ter escrito. Para ele, a mensagem estava codificada e a prova veio quando percebeu que um agente da inteligência Argentina o estava seguindo em todos os lugares pelos quais passou antes de deixar o país. Pachter afirmou que quando um agente da inteligência segue alguém não é bom sinal e que a pessoa corre risco de morte.