Marcada para as 15h00 deste sábado, a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira (53 anos) - preso em 2003 no aeroporto de Jacarta, enquanto tentava entrar no país com 13,4kgs de cocaína escondidos em uma asa delta desmontada - será a primeira de 2015. O #Governo da Indonésia voltou a aplicar as execuções nos casos dos condenados por tráfico de drogas apenas em 2013, após uma grande pausa de 4 anos. Além do brasileiro, estão na lista de execução outros 4 condenados, oriundos da Nigéria, Malaui, Vietnã e Holanda.

A fim de tentar reverter a decisão do governo da Indonésia, a própria presidenta Dilma Rousseff pediu ao presidente do país Joko Widodo, por telefone, que o brasileiro condenado não fosse executado. Apesar de todos os pedidos de clemência e apelos, inclusive por parte de próprio Marco, a decisão foi mantida.Vale salientar que os pedidos de clemência vêm sendo realizados desde o ano de 2005. O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, solicitou a anulação da sentença, repetindo tal pedido em 2010. Todos os pedidos foram negados.



Joko Widodo, eleito em 2014, trata com rigidez crimes relacionados ao tráfico de drogas e casos que abordem direitos marinhos. É preciso lembrar que o presidente já ordenou a explosão de uma embarcação ilegal, a qual navegava em território indonésio.

Como será realizada a execução

De acordo com a constituição da Indonésia, a execução é realizada por um pelotão de fuzilamento, em local privado, composto por 12 atiradores. Os condenados são alocados frente ao pelotão e podem escolher se desejam permanecer em pé ou sentados, com vendas no rosto ou capuz. Dos 12 atiradores, 3 estarão com fuzis carregados com munição real.

Os disparos são realizados numa distância entre 5 e 10 metros. Em casos nos quais os atiradores percebam que o condenado ainda esboça algum sinal de vida, mesmo que mínimo, é realizado um último disparo na cabeça.

Acompanhe as atualizações do Blasting News e fique por dentro de todos os detalhes da execução do brasileiro.