A esposa do ex-prefeito de Iguala, México, onde 43 estudantes desapareceram no ano passado, foi acusada de crime organizado e lavagem de dinheiro. Um funcionário do escritório da Procuradoria Geral da República disse ontem (segunda-feira, 05/01/2015) que um juiz federal, do estado de Tamaulipas, emitiu o mandado de prisão para Maria Pineda, que foi transferida para uma prisão de segurança máxima no oeste do México.

Procuradores dizem que o irmão de Maria de Los Angeles Pineda fazia parte de uma quadrilha de traficantes que operava em Iguala, no estado de Guerrero. Os estudantes teriam sido entregues aos traficantes pela polícia após um confronto em setembro.

Publicidade
Publicidade

Os traficantes então mataram e depois queimaram os corpos dos estudantes.

Maria e seu marido, Jose Luis Abarca - o ex-prefeito - fugiram, mas foram presos em novembro. Abarca foi acusado de crime organizado, sequestro e assassinato. Ele se encontra preso no Centro Federal de Readaptação Social Número Um "Planalto", aguardando o processo pelo assassinato de seis pessoas durante o confronto e pelo desaparecimento dos 43 estudantes.

O caso gerou protestos por todo o país e abalou o governo do presidente Enrique Pena Nieto.

Procuradores disseram que membros da quadrilha de traficantes ligada à Maria Pineda contaram que seu marido, ex-prefeito de Iguala, ordenou a polícia que reprimisse os estudantes a parar de perturbar um evento onde Maria Pineda discursava. Entretanto, um jornal local relatou que o evento já havia acabado quando os estudantes chegaram à cidade.

Publicidade

Cerca de 100 estudantes chegaram à cidade de Iguala, no dia 26 de setembro de 2014, para pedir mais recursos à educação, além de protestar contra a má qualidade de ensino. Eles desapareceram após a polícia ter atacado os ônibus em que estavam, deixando seis pessoas mortas, 25 pessoas feridas, além dos 43 que desapareceram.

Os membros da quadrilha também contaram aos investigadores que a polícia entregou os jovens a eles. Os estudantes, todos homens, a maioria com idade entre 18 e 21 anos, foram levados a um aterro sanitário local, executados e então queimados.

A investigação segue aberta e até o momento, apenas o corpo de um estudante, encontrado no aterro, foi identificado dos restos carbonizados. #Justiça