O #Estado Islâmico voltou a divulgar mais um vídeo ameaçando matar seus reféns. Em vídeo divulgado nesta teça-feira (20), um jihadista ameaça matar dois japoneses em 72 horas, se o governo japonês não pagar o resgate de U$ 200 milhões para salvar a vida dos dois reféns.

No vídeo, um militante, de pé - entre os dois japoneses, ajoelhados - segura uma faca e diz que os japoneses têm setenta e duas horas para pressionar o governo a parar de apoiar a coalizão (campanha militar contra o Estado Islâmico, que é liderada pelos Estados Unidos).

Os reféns foram identificados como Kenji Goto Jogo e Haruna Yukawa. Jogo, de 47 anos, é jornalista freelance e tem uma empresa de produção de vídeo, criada em Tóquio, em 1996, a Independent Press.

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A empresa fornece documentários e vídeos sobre o Oriente Médio para canais de TV japoneses. Yukawa tem 42 anos e pode ter sido sequestrado em agosto de 2014, em Aleppo (cidade no norte da Síria), onde estava com membros de uma facção rival do Estado Islâmico. Ainda não se sabe por que ele estava na cidade síria.

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, exigiu que nenhum mal seja feito aos reféns e que eles sejam libertados imediatamente, enquanto Tóquio declarou que não vai ceder ao terrorismo.

No vídeo, o militante acusa o governo japonês de doar 200 milhões de dólares para a coalizão. O vídeo foi divulgado três dias após Abe ter anunciado que o Japão doaria 200 milhões de dólares para auxílio (não militar) aos países que combatem o Estado Islâmico.

Em entrevista coletiva em Jerusalém, o primeiro-ministro declarou que o governo fará tudo que tiver ao seu alcance para libertar os prisioneiros e que manterão a ajuda aos países da coalizão, pois a mesma é de natureza humanitária.

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A doação é destinada ao fornecimento de alimentos e serviços médicos para ajudar as pessoas que perderam suas casas e estão agora refugiados.

O Estado Islâmico controla faixas dos territórios do Iraque e da Síria.

Coalizão

A coalizão é liderada pelos Estados Unidos e conta com mais de sessenta países, como Austrália, Bélgica, Canadá, Catar, Dinamarca, França, Jordânia e Reino Unido.

Os países-membros da coalizão se reunirão na próxima quinta-feira (22), em Londres, para analisar os avanços obtidos na luta contra o EI. É esperada a presença de chanceleres de 20 países. A reunião foi marcada pelo secretário de Estado americano, John Kerry e pelo ministro britânico das Relações Exteriores, Philip Hammond.