O brasileiro Marco Archer, de 53 anos, foi preso em agosto de 2003, depois da tentativa de entrar na Indonésia pelo aeroporto de Jacarta, capital do país. Ele trabalhava como instrutor de voo livre e ao vistoriar seus pertences, os fiscais encontraram 13,4 quilos de cocaína escondidos em seu equipamento de trabalho - uma asa delta desmontada. Marco ainda conseguiu fugir do aeroporto, mas duas semanas depois foi preso. Em 2004, foi então condenado à morte na Indonésia.

A execução do brasileiro está marcada para hoje, às 15 horas (horário de Brasília). Outros cinco presos também serão executados no mesmo dia.

Segundo a Constituição da Indonésia, os condenados são executados fora da vista do público.

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Eles podem escolher de que forma preferem morrer: com capuz ou venda, e de pé ou sentados. Todos os presos condenados à morte ficam frente a frente a 12 pessoas do pelotão de fuzilamento, sendo que apenas 3 dos fuzileiros carregam fuzis com munição real. Os tiros são disparados a uma distância de cinco a dez metros. Se algum preso mostrar sinais de vida após os disparos, ele será executado com um tiro na cabeça.

As execuções foram retomadas na Indonésia em 2013 - não foram usadas por cinco anos. Em 2014 nenhum preso foi executado no país. Se a execução do brasileiro ocorrer neste sábado, ele será o primeiro estrangeiro a ser executado em 2015 na Indonésia e também o primeiro brasileiro a cumprir pena de morte no exterior.

Todos os pedidos de clemência, feitos pela defesa do brasileiro, foram negados pela Indonésia.

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A presidenta Dilma tem enviado cartas pedindo clemência aos dois brasileiros condenados à pena de morte por tráfico na Indonésia, desde o início de seu mandato, mas nenhum deles foi aceito. Em conversa por telefone, na última sexta (16), Joko Widodo, presidente da Indonésia, informou à presidenta que todos os trâmites legais foram seguidos, os presos tiveram direito à defesa e não há motivos para o cancelamento da aplicação da pena. Em seu último apelo, Dilma afirmou que tem consciência da gravidade dos crimes, mas faz o pedido como chefe de estado e mãe.

Marco recebeu hoje, na penitenciária, a última visita de sua família.

Outro brasileiro condenado 

Além de Marco, outro brasileiro condenado à morte é Rodrigo Muxfeldt Gularte, de 41 anos. Ele foi preso em julho de 2004, também no aeroporto de Jacarta, tentando entrar na Indonésia com 6 quilos de cocaína, escondidos em pranchas de surfe. Neste fim de semana, a prima do condenado, Angelita, entregará às autoridades da Indonésia um laudo médico que atesta que Rodrigo foi diagnosticado com quadro de esquizofrenia no ano passado.