Apesar de todos os esforços diplomáticos e campanhas que foram feitas, a Indonésia deverá realizar neste domingo, dia 18 de janeiro, o fuzilamento do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira. Ele foi condenado à morte em 2004, acusado de entrar no país com droga (cocaína) contrabandeada do Peru. O paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte também foi condenado à morte no arquipélago pelo mesmo motivo, em 2005, e não teve a data da morte anunciada.

Somente a clemência presidencial poderia salvar o brasileiro da execução, mas o atual governo, que assumiu em outubro, tem sido irredutível no cumprimento das sentenças. A Indonésia é um país de maioria muçulmana e a pena de morte tem grande apoio popular.

Publicidade
Publicidade

O governo brasileiro está tentando interceder junto para que governo indonésio desista de executar Archer neste domingo, mas segundo o Itamaraty "não há registro de pedidos de clemência aceitos desde a posse do atual Presidente da Indonésia".

Esta rigidez é usual nos países islâmicos, onde a execução das leis é levada de forma radical. Este comportamento tem o apoio da opinião pública, que segue os preceitos religiosos do islamismo. Assim, os ocidentais que visitam ou se estabelecem neste país precisam entender que lá a lei é observada de forma explícita.

Enquanto estava preso, Marco perdeu seus familiares mais próximos, sua mãe e seu irmão. Isso fez com que seu isolamento se tornasse ainda maior. Ele tem recebido apenas a visita do pessoal que integra o corpo diplomático brasileiro e que cuidou do seu caso.

Publicidade

Uma tia sua viajou para a Indonésia para assistir à execução.

Enquanto isso, outro brasileiro que está em situação semelhante à do Marco é o paranaense Rodrigo, que também foi preso e condenado por tráfico de drogas. Aguarda por uma definição do dia da sua execução. Ele já enfrentou problemas emocionais e teve de receber tratamento e acompanhamento médico e psicológico.

A pena de morte parece ser o triste destino destes dois brasileiros que foram seduzidos pela possibilidade de ganhar muito dinheiro, mas esqueceram que, nos países islâmicos, este é um crime sem perdão.