Felipe Rodriguez é acusado de ordenar aos membros da gangue Guerreros Unidos que queimassem os corpos e roupas das vítimas para ocultar as provas, dizem os promotores.

O desaparecimento dos alunos provocou semanas de protestos por todo o México contra a corrupção e violência. Eles afirmam que os estudantes foram detidos pela polícia depois de um protesto e entregues à quadrilha.

Felipe Rodriguez - conhecido como 'El Cepillo' ou 'The Brush' (Escova de dentes) - foi preso na quinta-feira (15) à noite, na cidade de Jiutepec, 90 km a sul da Cidade do México. O Procurador Geral, Jesus Murillo Karam, o identificou em novembro como o membro da gangue que ordenou que os corpos e as roupas das vítimas fossem queimados em um depósito de lixo, nas proximidades da capital e que os restos mortais fossem jogados em um córrego local.

Publicidade
Publicidade

O prefeito ordenou os assassinatos. "A intenção dele era destruir todas as provas dos assassinatos", disse Murillo Karam.

Mais de 90 pessoas, a maioria delas membro da polícia local do sul-oeste do estado de Guerrero, foram detidas até agora por ligação com o caso. Os membros da gangue confessaram ter matado 43 pessoas e ter queimado os corpos, depois que eles foram informados de que os alunos pertenciam a uma gangue rival.

Mas os restos de apenas um dos alunos, Alexander Mora, foram identificados até agora, após exames de DNA em um centro forense na Áustria.

Alexander Mora fazia parte de um grupo de estudantes que viajou para a cidade de Iguala, no dia 26 de setembro. No caminho de volta para a faculdade, os alunos foram interceptados pela polícia, supostamente a mando do prefeito local, que queria impedi-los de interromper um discurso que sua esposa estava dando em um evento público naquela noite.

Publicidade

Os investigadores federais culparam o prefeito de Iguala, José Luis Abarca e sua esposa, Maria de los Angeles Pineda, por solicitarem que a polícia local entregasse os alunos aos membros da quadrilha Guerreros Unidos.

Os parentes dos outros 42 alunos dizem que não vão perder a esperança de encontrá-los vivos até que provas forenses provem que eles estão mortos.