Depois do crime contra os jornalistas da revista francesa Charlie Hebdo, em que foram mortas 12 pessoas -11 deles eram chargistas e um policial, sendo que mais 11 pessoas ficaram feridas - a polícia francesa iniciou uma caçada implacável a esses criminosos que envolveu 80 mil policiais e veio a culminar três dias depois com a morte dos mesmos. Infelizmente nem tudo saiu como o esperado, que era apenas "capturar" os criminosos. Acabaram morrendo quatro inocentes que tinham sido feitos reféns.

Dois desses terroristas eram irmãos, Charif Couachi, 32 anos e Said, 34 anos. Foram nascidos em Paris, mas de pais argelinos. Esses irmãos tinham consigo armamentos pesados e ao serem reconhecidos, fizeram uma pessoa refém e invadiram uma pequena gráfica abandonada em Dammartin-en-Goele, pequena cidade de oito mil habitantes localizada a 40 quilômetros de Paris.

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Era dez horas da manhã e a cidade foi cercada. Houve negociações que se arrastaram por volta das 17h local, quando os irmãos, gritando que queriam morrer como mártires, saíram disparando seus fuzis Kalashnikov contra os policiais e foram mortos. O refém, um homem de 26 anos, não se feriu, mas um policial ficou gravemente ferido.

Em Washington, funcionários revelaram que esses dois irmãos estavam há anos na lista negra de #Terrorismo dos Estados Unidos. Disseram também que Said tinha sido treinado no manuseio de armas no Iêmen em 2011.

Simultaneamente a essa ação em Demmartin-en-Goele, o terceiro terrorista, Amedy Coulibaly, que se encontrava separado dos irmãos, no desespero para fugir das forças policiais, invadiu um mercado de produtos judaicos em Porte de Vincennes, leste de Paris.

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Ele fez vários reféns (15) e estava acompanhado de uma mulher que todos achavam tratar-se de sua namorada Hayat Boumediene, 26 anos. Depois a polícia descobriu que não era ela.

Amedy sabia que os irmãos Houachi estavam cercados e a ponto de serem mortos, então ameaçava matar os reféns, caso os irmãos não fossem liberados. A policia invadiu o mercado e Coulibaly foi morto, mas ficou um saldo trágico porque quatro dos 15 reféns foram mortos. A policia não esclareceu como esses reféns morreram, se pelo terrorista ou foram atingidos durante a invasão. A mulher que estava com ele conseguiu fugir.

A policia suspeitava que Amedy Coulibaly foi quem matou um agente e feriu outra pessoa na quinta-feira em Montroge. Esse mesmo Amedy Coulibaly já havia feito declarações ao canal francês BMFTV, afirmando que pertencia ao Estado Islâmico. Também afirmou que havia sido enviado e financiado pela rede Al-Qaeda do Iêmen e foi essa rede que reivindicou para si o atentado aos jornalistas da revista, sendo que Emedy agiu em coordenação com os assassinos da Charlie Hebdo.

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Um integrante desse grupo forneceu a Agência Associated Press uma declaração em inglês. Ele afirmou que esse ato de terrorismo foi desencadeado como vingança pela honra do Profeta Maomé, que era banalizado pelas charges e alvo de inúmeras piadas.