Duas operações da polícia francesa aconteceram simultaneamente nessa sexta-feira. Uma ocorreu em um mercado judaico em Port de Vincennes, no leste de Paris, onde Amedy Coulibaly mantinha cinco reféns. Ele e a namorada, Hayat Boumeddiene, são suspeitos de terem assassinado a policial francesa Clarissa Jean-Phillipe, na quinta-feira (8), em Montrouge.

A outra operação aconteceu em Dammartin-en-Goele, onde os irmãos Kouachi foram mortos. Eles eram suspeitos do #Ataque à revista Charlie Hebdo e mantinham um funcionário como refém no edifício.

De acordo com alguns policiais, Amedy matou três dos reféns, antes da polícia invadir o local.

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O sequestrador foi morto pela polícia. Segundo relatos (ainda não confirmados) de alguns reféns, o homem teria dito que ele era o responsável pelo ataque à revista e que se os irmãos Kouachi não fossem libertados, ele abriria fogo no mercado.

Há suspeitas de que Hayat, namorada do sequestrador morto, tenha participado também do ataque ao mercado, mas nada ainda foi confirmado, pois ela não foi encontrada. Ela está sendo procurada pela polícia.

Segundo testemunhas, Amedy atitou em duas pessoas antes de entrar no mercado, munido de um fuzil e duas pistolas automáticas. Afirmaram também que o sequestrador gritou para os policiais que cercavam o local, que eles sabiam quem ele era.

Os três homens que foram mortos hoje (Cherif Kouachi, Said Kouachi e Amedy Coulibaly) eram membros de uma mesma célula jihadista de Paris.

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Há dez anos, essa célula enviou jovens franceses voluntários para combater forças dos Estados Unidos, no Iraque. Cherif passou dezoito meses preso devido ao seu papel nesse grupo.

Amedy Coulibaly e Hayat Boumeddiene

Coulibaly e Boumeddiene são parceiros desde 2010. Enquanto Coulibaly estava preso, Hayat viveu em sua casa.

Ele foi condenado no mesmo ano pelo envolvimento na tentativa de libertar da prisão Smain Ali Belkacem, responsável pela autoria do ataque contra o sistema de transporte de Paris, em 1995. Segundo o The Independent, Hayat já participou de um suposto campo de treinamento jihadista em Cantal, na França. #Terrorismo #Europa