O mundo deveria de ter parado nesta terça-feira (27) em silêncio e sinal de respeito por tanto sofrimento e ódio acumulados num só local. Mas não o fez. O mundo é formado por pessoas que se dividem entre as que sabem do que aconteceu neste lugar há 70 anos e as que não têm a menor ideia disso, não querem saber e até mesmo as que não acreditam que isso efetivamente tenha acontecido.

Mas a humanidade vive suas tragédias, suas insanidades e algum tempo depois está pronta para repetir a #História. Com Auschwitz parece ser assim. Hoje são poucos sobreviventes vivos e embora exista farta documentação, fotografias, filmes, livros e tudo mais, parece que a humanidade não quer mais saber dessa história.

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Há 70 anos a libertação do campo de Auschwitz-Birkenau pelo exército soviético se concretizara. Era o fim de um dos fatos mais vergonhosos da Segunda Guerra Mundial e também de toda a história da humanidade. Somente neste local, 1,1 milhões de pessoas foram mortas pelas tropas nazistas, sendo que destas, 1 milhão de judeus eram oriundos de vários países europeus. Esta maldita "fábrica de exterminar pessoas" chegou a atingir, no período mais ativo do Holocausto, em 1944, a cifra de seis mil pessoas mortas por dia.

Hoje, no campo de Auschwitz, localizado ao sul da Polônia, a 60 quilômetros de Cracóvia (em terras que haviam sido anexadas pela Alemanha nazista no período da Segunda Guerra Mundial) funciona um museu, onde pode-se ver muito do que aconteceu de trágico naquele local. Boa parte dos alojamentos, fornos crematórios e ruínas de câmaras de gás foram preservados, estando abertos à visitação.

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Em 2014, este local recebeu público de todas as partes do mundo, estimado em cerca de 1,5 milhões de visitantes.

Quando as tropas soviéticas entraram em Auschwitz, na tarde de sábado do dia 27 de janeiro de 1945, toda a tragédia insana perpetrada pelos nazistas escancarava-se ao mundo. Oito mil sobreviventes daquele verdadeiro inferno foram libertados. Eram mortos-vivos, esqueletos de um flagelo real, que mesmo assim conseguiram permanecer vivos ao martírio que enfrentaram.

Que o mundo nunca esqueça esta página vergonhosa da história humana. Que outros Auschwitz jamais voltem a acontecer.