Segundo o grupo terrorista Estado Islâmico, o japonês Haruta Yukawa, de 42 anos, foi decapitado e há um vídeo com sua execução, divulgado pelo SITE ( grupo de monitoramento do #Terrorismo). O motivo da execução teria sido a recusa de pagamento de resgate no valor de US$200 milhões pelo governo japonês.

Outro refém japonês, Kenji Goto, aparece no vídeo pedindo ajuda e comentando sobre a execução do conterrâneo.

Segundo a agência Reuters (a maior agência internacional de notícias do mundo), o porta voz do governo afirma que é inaceitável, um ultraje ao convívio entre humanos, o ato extremo do grupo terrorista e exige a libertação imediata do outro refém, Kenji Goto.

Publicidade
Publicidade

Segundo a Reuters, o governo japonês afirma categoricamente que Kenji será libertado e que o Japão não se renderá ao terrorismo.

O grupo jihadista deu por encerrado o pedido de resgate e não aceita negociações, lembrando que o prazo "imposto" pelos terroristas para o pagamento dos US$200 milhões encerrou-se na sexta feira, dia 23 de janeiro.

Embora o vídeo de Kenji divulgando a morte de Haruta Yukawa esteja circulando na internet, não há, segundo a agência de notícias EFE, nenhuma confirmação do fato.

Shinzo Abe, primeiro ministro do Japão, também se manifestou sobre o ocorrido, lamentando a possível morte de Haruta e afirmando que o Japão é uma nação de origem e comportamento "fortes", o que impedirá e ajudará a acabar com as atitudes dos grupos terroristas, numa verdadeira declaração de colocar-se a postos, para o embate contra as forças do terror.

Publicidade

Após uma reunião emergencial convocada pelo governo japonês para avaliação da situação dos reféns e, mais uma vez, sobre a veracidade do vídeo que narra a execução de Haruta Yukawa, Shinzo Abe afirmou: "O Japão continuará a luta pela pacificação do mundo, nunca dobrando-se à covardia terrorista".

Autoridades prestaram condolências à família e dizem que tal barbaridade não será esquecida.

Tudo começou na última terça feira, quando um membro da facção jihadista divulgou um vídeo, exigindo a quantia de US$200 mihões ao governo japonês para impedir a execução dos japoneses e para que os 2 fossem libertados.

Jordânia e Turquia auxiliam o governo japonês em contatos com líderes religiosos e políticos locais, que possam levar à libertação dos reféns.

Segundo Muhammed Ibrahim, membro do grupo opositor da Síria, a Coalizão Nacional Síria (CNFROS), em comunicado à TV japonesa NHK, afirmou que seu grupo está empenhado em libertar os reféns japoneses, com membros da CNFROS infiltrados entre os jihadistas, para obter informações sobre tais reféns.

Quem são os reféns? Kenji Goto, de 47 anos, é um famoso jornalista freelancer, e Haruta Yukawa, 42 anos, teria viajado à Síria para montar uma empresa de segurança, ligando-se a um grupo rebelde, inimigo do Estado Islâmico.

É o avanço do terror, preocupando, matando, ditando as regras. Até quando?