Após morte do promotor Alberto Nisman nesta última quarta-feira (21), a presidente da argentina, Cristina Kirchner, publicou quinta-feira (22) em seu Twitter que acredita que o ocorrido com o promotor não foi um suicídio, mas sim uma operação política contra o seu governo.

Nisman estava investigando, há cerca de 10 anos, o envolvimento do governo argentino em um atentado terrorista que ocorreu em 1999 e que até hoje é conhecido como o maior atentado terrorista da América Latina. Os terroristas, segundo o que afirmava o promotor, teriam sido contratados a mando do Irã para explodir uma estação de trem e matado mais de 100 pessoas.

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Após 10 anos de investigação, sob forte pressão politica e, segundo o que afirmava Nisman, sob forte ameaça de morte, ele apresentaria ao Congresso uma denúncia contra o governo argentino um dia após o atentado. 

Após um dia de silêncio, a presidente da argentina, Cristina Kirchner, afirmou como colocado no início desta reportagem que este seria mais uma tentativa de minar as forças de seu governo. Segundo o que alega a presidente, este homicídio seria uma tentativa da oposição de calar e coibir o seu governo, que estaria sofrendo ameaças de uma oposição ferrenha no Congresso argentino.

A presidente defende que seja feita uma série de ações para tentar defender o que chamou em sua rede social de "ataque ferrenho da oposição", apurando a morte deste promotor que, segundo fontes, estava a ponto de denunciá-la à Justiça.

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Esta foi a segunda e acredita-se que a última declaração da presidente da Argentina sobre o caso Nismar. A declaração veio em hora propícia, pois a população aumentou de forma significativa o apoio às ações do governo argentino para apurar e investigar melhor o caso.

Este foi mais um caso polêmico e que, com certeza, ainda dará muito pano para a manga, pois o promotor alegava receber ameaças de morte. Ao mesmo tempo, a presidente da argentina alegou nesta quinta-feira (22) que faria a investigação do que classifica como "crime politico". Vejamos o que acontecerá ao fim deste caso. #Terrorismo