Abu Bakr al Baghdadi, líder do grupo #Estado Islâmico, deu ordens para que todas as mulheres da cidade iraquiana de Mossul sofram a mutilação genital. Segundo ele, a ação visa que os muçulmanos promovam a atitude islâmica, se distanciando da imoralidade e da libertinagem. A ideia inicial é que dois milhões de meninas sejam mutiladas a partir dessa ordenação, mas o número pode chegar a quatro milhões de mulheres.

Ainda segundo Abu Bakr al Baghdadi, quem desobedecer a decisão dele sofrerá com consequências severas. Para Jacqueline Badcock, coordenadora humanitária da ONU, essa é uma situação nova nessa região do Iraque e tem sido motivo de muita preocupação.

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Jacqueline declarou que essa não é a vontade do povo iraquiano, mas que muitas regiões estão vulneráveis à ação dos terroristas.

No comunicado emitido da cidade de Aleppo, na Síria, Abu Bakr al-Baghdadi disse que todas as mulheres que estão sob a liderança do Estado Islâmico devem seguir a ordenação de mutilação, desde que estejam com idades entre 11 e 46 anos. Esse processo terá como exemplo, o que acontecia na cidade de Medina, considerada uma cidade sagrada saudita.

O grupo Estado Islâmico surgiu a partir de um braço da Al-Qaeda, embora atualmente o grupo negue o líder Ayman al-Zawahiri. Essa facção extremista é responsável por decapitar reféns ocidentais na Síria, desde agosto do ano passado.

De acordo com Asil Jaml, ativista dos direitos humanos, o Estado Islâmico chegou na cidade de Mossul com recepção calorosa.

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A população achava que isso significava evolução, mas as práticas horríveis têm deixado as pessoas assustadas e com medo, principalmente em relação à prática da mutilação feminina. Em Mossul é quase um consenso de que o Estado Islâmico só está interessado em torturar.

A pergunta que fica nesse caso é: até onde vai a tortura em nome de uma cultura? São mulheres que não querem passar pela mutilação genital por influência de uma cultura que foi imposta por um grupo extremista, que até então não tinha atuação na cidade de Mossul.