Gularte, 42 anos, está preso na Indonésia desde 2004, quando foi pego no aeroporto de Jacarta com 6kg de cocaína escondidas em oito pranchas de surf. Ele estava acompanhado de mais dois paranaenses, mas assumiu o tráfico sozinho. Ele foi condenado ao fuzilamento um ano após ter sido preso. Dois pedidos de clemência foram feitos pelo governo brasileiro e pelo Itamaraty, porém negados pelo presidente Joko Widodo.

Na Indonésia o crime por tráfico de drogas é considerado gravíssimo e tem a pena de morte como conseqüência. A especialista em Direitos Humanos, Maristela Bastos, diz que as tentativas formais sobre os pedidos de clemência foram feitos, porém pode-se fazer uma pressão maior em relação aos pedidos, colocando a balança comercial nas negociações de importação e exportação, pois o Brasil exporta bastante para Indonésia.

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Na opinião da especialista, faltou audácia nas negociações no caso de Marco Archer Cardoso Moreira de 53 anos, que foi executado no hoje, 17 de janeiro, e por isso houve frustrações nos resultados dos pedidos de clemência.

Os parentes de Gularte temem que ocorra o mesmo desfecho de Archer. Uma tentativa para convencer o governo a voltar atrás na decisão de fuzilamento será a entrega de um laudo feito ano passado por um médico atestando que Gularte tem esquizofrenia e deve ser internado em um hospital psiquiátrico. Esse laudo foi patrocinado pela Embaixada Brasileira na Indonésia.

Angelita, prima do condenado, levará o documento que deve chegar a Jocarta na tarde de sábado. A família e o advogado têm a esperança que esse laudo adie a execução do brasileiro marcada para fevereiro.

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Rodrigo Muxfeldt Gularte é filho de pais bem sucedidos: seu pai é um famoso médico gaúcho de Santana do Livramento. De classe média alta, Gularte sempre foi usuário de drogas, gostava de viajar e experimentar entorpecentes por onde passava. Ele tem um filho autista, Jimmy, hoje com 12 anos, fruto de um breve relacionamento com a professora catarinense Maria do Rocio.

Parentes e amigos mais próximos estão reunidos na cidade de Imbuia aguardando mais notícias sobre a execução de Archer e novidades vindas a partir de Angelita. A família não quer dar entrevistas e estão reclusos desde a última sexta-feira (16). #Justiça