No voo de seis horas para o Sri Lanka, na primeira etapa de sua viagem à Ásia, no aeroporto de manilha, Papa Francisco lançou uma declaração ousada quando questionado por um repórter sobre o ataque a Charlie Hebdo. O pontífice deu essa declaração: "Temos a obrigação de falar, de ter essa liberdade, mas sem ofender".

"É verdade que você não pode reagir violentamente, mas se Gasbarri (o Papa fez alusão a um de seus assessores com ele no avião), um grande amigo, diz uma palavra ruim da minha mãe, é normal que se espere uma reação da minha parte", disse o Papa.

"Você não pode insultar a fé dos outros. Você não pode zombar da fé.

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Você não pode", reiterou o pontífice. Francisco lamentou que há "muitas pessoas que falam mal de outras crenças ou religiões (...), que brincam com as religiões dos outros".

Para o pontífice argentino, "há um limite à liberdade de expressão.". "Toda #Religião tem dignidade, qualquer religião que respeite a vida e a pessoa, e eu não posso ter como um divertimento ridicularizar a fé dos outros . Este é o limite ", ele disse. E continuou: "Eu coloquei o exemplo anterior para dizer que na liberdade de expressão há limites quanto ao que foi dito à minha mãe". "É uma obrigação de dizer o que se pensa, desde que seja para o bem comum.", completou.

Francisco chegou às 17:36 (10 horas a menos que na Argentina) no aeroporto de Manila, em uma visita de quatro dias às Filipinas, a maior nação católica na Ásia ,com uma centena de milhões de pessoas, das quais 81% são devotos do Papa de Roma.

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Há receios de ataques terroristas, como ocorrido com os dois últimos papas que visitaram o país antes, Paulo VI e João Paulo II. Ambos sofreram tentativas de assassinato, visto que há grupos extremistas muçulmanos muito ativos e violentos .

Um problema particular que se tornou um pesadelo é organizar as multidões. Francisco se recusou a ir em um blindado, mesmo correndo riscos de ataques terroristas. O governo do país colocou 40.000 oficiais e soldados para preservar a segurança durante a visita do papa, enquanto os serviços secretos de vários países se mobilizam para detectar qualquer sinal de atentado contra o Papa. #Igreja