Enquanto o mundo acompanha com tristeza e perplexidade as consequências de mais um #Ataque terrorista, milhares de manifestantes resolveram se reunir na capital da França para prestar solidariedade aos jornalistas da revista 'Charlie Hebdo' e aos policiais vitimados por um violento atentado, nesta quarta-feira, que teve o lamentável saldo de pelo menos doze pessoas mortas. O teor das mensagens de apoio evoca a valorização do ser humano e a defesa da liberdade de imprensa, além de combater o extremismo. Os protestos ocorrem com a autorização da polícia francesa.

Revista era alvo constante de ameaças

A revista 'Charlie Hebdo', de caráter satírico, sofria ameaças já há algum tempo, em especial por publicar caricaturas de líderes religiosos islâmicos e até mesmo de Maomé.

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Em 2011, após veicular uma série de charges do principal profeta muçulmano, a revista foi alvo de um incêndio criminoso.  Na manhã desta quarta-feira, conforme informações da polícia local, três homens invadiram a sede da revista, fortemente armados e, após efetuarem os disparos que mataram jornalistas e policiais, fugiram em um carro conduzido por um quarto participante, que viria a ser abandonado em outra região da cidade, onde outro veículo foi sequestrado.

De acordo com um jornalista da publicação, era comum a realização de uma reunião editorial às 10 horas da manhã todas às quartas-feiras, exatamente o horário em que ocorreu o atentado. O diretor da revista, Stéphane Charbonnier, fazia parte de uma lista de procurados da Al-Qaeda, divulgada em março de 2013.

Muçulmanos manifestam solidariedade às vítimas

Nas redes sociais, a comunidade muçulmana vem prestando apoio às vítimas do atentado, condenando veementemente o acontecido e declarando que os muçulmanos não são representados pelos extremistas - muitos deles utilizando a hashtag #NotInOurName (não em nosso nome) para isso.

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Líderes mundiais como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e a chanceler alemã, Angela Merkel, condenaram o ataque. O Papa Francisco conclamou os católicos a "se opor com todos os meios à propagação do ódio e de toda a forma de violência". A presidenta Dilma Rousseff também manifestou sua indignação com o ataque terrorista. #Terrorismo