Dois jihadistas foram mortos ontem (15/01) pela polícia em uma operação antiterrorismo no leste da Bélgica, na cidade de Verviers.

O Promotor Público que está cuidando do caso, Eric Van Der Sypt, declarou à imprensa que a polícia estava investigando um grupo de pessoas recém chegadas da Síria. Ao tentar invadir as casas, a polícia foi recebida por uma intensa rajada de balas. Segundo Sypt, “os suspeitos imediatamente e por vários minutos abriram fogo, com armamento militar e armas de unidades especiais da polícia federal antes de serem neutralizados.” Nenhum policial feriu-se na operação.

Após o confronto entre polícia e suspeitos, foram apreendidas quatro armas kalashnikovs, um equipamento para fabricação de bombas e uniformes policiais.

Testemunhas alegaram ouvir intenso tiroteio por vários minutos e pelo menos três explosões.

A cidade de Verviers fica próxima à fronteira alemã, e nela vivem cerca de 56.000 pessoas.

Outras cidades na Bélgica também passaram pela operação, como Bruxelas, Schaerbeek, Anderlecht e Sint-Jans-Molenbeek. Antes do acontecido, na quinta-feira pela manhã, outros dois suspeitos foram presos em Bruxelas.

Verviers continua sob maciça escolta policial. A área ao redor da estação de trem local foi isolada por cordas e o centro da cidade está fortemente protegido. Acredita-se que a intenção do grupo terrorista era de atacar uma sede da polícia e deixar muitos mortos.

Uma sede da polícia federal sofreu um alerta de ameaça de bomba, o que fez com que o edifício fosse evacuado.

O motivo da Operação

O atentado à revista francesa Charlie Hebdo , ocorrido há exatamente uma semana antes, fez com que operações antiterrorismo se intensificassem na #Europa.

De acordo com o Promotor Van Der Sypt, o nível de ameaça de ataque na Bélgica intensificou-se. O nível de alerta de segurança nacional passou para três, que é considerado o segundo grau mais alto.

Ainda não há indício de que haja ligação entre o provável ataque na Bélgica e a ação terrorista na França, porém a possibilidade de ligação entre os eventos não foi descartada.

O Primeiro Ministro belga, Charles Michel, declarou que a operação de segurança “mostra a determinação do governo em lutar contra aqueles que querem propagar o terror”.

David Cameron, Primeiro Ministro inglês, afirmou que os eventos na Bélgica “parecem algum indicativo do enorme risco que enfrentamos de ataques islâmicos extremistas na Europa. Temos que permanecer extremamente vigilantes, temos que tomar todas as medidas que podemos para combater esse mal”.

Em maio de 2014, quatro pessoas foram mortas dentro de um museu judaico, em Bruxelas. Um homem francês de descendência algeriana permaneceu sob custódia pelo ataque.

Segundo registros, mais de 300 pessoas deixaram a Bélgica recentemente para lutarem com grupos militantes islâmicos no Iraque e na Síria. #Terrorismo