A polícia francesa invadiu hoje um cativeiro em Dammartin-en-Goële, a cerca de 40 km de Paris, onde estavam os irmãos Cherif e Said Kouachi, suspeitos do atentado à revista Charlie Hebdo, na última quarta-feira (7).

Cherif Kouachi e Said Kouachi tinham 32 e 34 anos, respectivamente, e mantinham um refém em um edifício desde a manhã do dia de hoje. Segundo a imprensa, todos os sequestradores foram mortos na operação. De acordo com a rede pública de rádio France Info, o refém é funcionário de uma empresa especializada em publicidade e impressão e foi libertado em segurança.

Ao longo da operação, jornalistas da AFP informaram que ouviram fortes explosões em Dammartin-en-Goële. É possível ver pelos vídeos que estão sendo veiculados pelas emissoras de TV uma fumaça saindo do local.

Os irmãos acusados do #Ataque à Charlie Habdo fazem parte de um grupo de jovens franceses muçulmanos doutrinados em Paris, em 2000.

Segundo informações de um funcionário americano, que pediu para não ser identificado, os irmãos estavam já alguns anos na lista negra de terroristas elaborada pelos Estados Unidos. Tinham inclusive seus nomes na 'No Fly List', lista que proíbe a presença em voos a partir ou para os Estados Unidos.

O terceiro suspeito do ataque, Hamyd Mourad, se entregou voluntariamente à polícia na noite do atentado (7) e alegou inocência.

Funcionários de altos cargos do governo americano informaram à CNN e ao jornal New York Times, que Said já havia viajado para o Iêmen em 2011 para ser treinado por militantes islâmicos que tinham ligação com a Al-Qaeda. No momento, está sendo investigado pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos se o grupo ligado à Al-Qaeda é responsável pela ordem de ataque à revista.  

Os irmãos Kouachi entraram encapuzados na revista e abriram fogo com fuzis. Na fuga, eles também trocaram tiros com os policiais que chegavam de carro no local. No ataque, 12 pessoas foram mortas. 

A sede da revista já havia sido incendiada em 2011, após a publicação de caricatura do profeta Maomé, que segundo o Islã, não pode ser reproduzida. #Terrorismo