Nesta terça-feira (13) foram homenageados, em Paris, os três policiais que morreram no trágico atentado ao jornal satírico “Charlie Hebdo” na quarta passada. A cerimônia contou com a presença do presidente francês Fraçois Hollande, o primeiro-ministo Manuel Valls e das Forças Armadas, além dos ministros da Defesa, Jean-ves Le Drian, e de Relações Exteriores, Laurent Fabius. Também as famílias das vítimas participaram da homenagem que teve lugar na sede da polícia da capital francesa.

Durante a cerimônia, o presidente fez questão de dizer que o grande e belo país não se curvaria jamais e que enfrentaria de pé a agressão terrorista. Segundo ele, a ameaça ainda existe e precisa ser enfrentada seja vinda do exterior ou do interior.

O policial Ahmed Merabet foi executado na rua e quando tentava deter os terroristas em sua fuga; outro morto no trágico ataque foi Franck Brinsolaro, que cuidava da proteção pessoal do diretor do jornal, o célebre chargista Charb. O terceira policial homenageada foi Clarissa Jean-Phillipe, morta num tiroteio em Paris na quinta-feira (8).

Ainda no seu discurso de homenagem, o presidente Hollande anunciou que os policiais foram incluídos postumamente na lista seleta da Legião da Honra da França, pela coragem demonstrada em defesa do país. O título é a mais alta distinção concedida pelo Estado francês, uma condecoração criada por Napoleão Bonaparte. O chefe de estado afirmou que Ahmed, Franck e Clarissa morreram para que os seus compatriotas pudessem viver livres.

Desde o atentado ao semanário “Charlie Hebdo”, milhões de pessoas em todo o mundo tem demonstrado seu repúdio ao #Terrorismo e apoio à liberdade de imprensa e de discurso. Em diversos momentos as vítimas foram lembradas em declarações e demonstrações populares pelo país e em todo o mundo, com forte participação das redes sociais. No Twitter, por exemplo, a tag #JeSuisCharlie (símbolo da resitência ao ataque) manteve-se em primeiro lugar por dias depois do acontecimento.

A histórica passeata do domingo (11) reuniu quase 4 milhões de pessoas em toda a França – uma mobilização que já é tida como a maior do país. Apenas em Paris, estimou-se aproximadamente 1,5 milhão de pessoas, numa marcha que se iniciou na Praça da República, com a liderança dos parentes e famílias das vítimas.

Em busca de convocar a união mundial contra o terrorismo, a marcha teve a presença de chefes de estado de cerca de 50 países. Entre eles, estavam o premiê de Israel Benjamin Netanyahu, o presidente palestino Mahmud Abbas, a chanceler alemã Angela Merkel e o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy. Num poderoso gesto simbólico, os chefes de estado se deram as mãos e fizeram caminhar o cortejo.

Na tragédia de quarta-feira (7) e de sexta (9), foram 14 pessoas que perderam suas vidas na capital francesa, em sequência de acontecimentos que chocou o mundo. Na redação do jornal "Charlie Hebdo", foram 10 pessoas. Em outro episódio, quatro pessoas (todas judias) foram feitas reféns num mercado Kosher pelo atirador Coulibaly. Seus corpos foram enviados a Israel, onde o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, anunciou que serão enterrados.

Os irmãos que realizaram o ataque ao prédio do jornal, Chérif e Said Kouachi, foram mortos por forças especiais da polícia na sexta-feira, depois de serem encontrados escondidos numa gráfica a cerca de 40km da capital francesa. #Manifestação #Europa