O promotor federal Natalio Alberto Nisman, de 51anos, foi encontrado morto nesta madrugada em seu apartamento em Buenos Aires. Ele era o principal condutor da denúncia contra a presidente Cristina Kirtchner, por encobrir os terroristas iranianos no ataque contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA).

O ataque foi causado por um carro bomba, na região central de Buenos Aires, capital da Argentina, onde fica localizada a sede da AMIA. Aconteceu em 1994 e deixou 85 mortos e 300 feridos. Os responsáveis nunca foram identificados e os motivos pelo ataque, segundo Nisman, eram comerciais.

O promotor enviou um documento contendo cerca de 300 páginas à corte do juiz federal Ariel Lijo.

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No documento, Nisman acusa a presidente e vários funcionários do alto escalão do governo de iniciarem um plano de impunidade para os acusados, em 2011.

Em 2013, foi assinado pela presidente; pelo ministro de Relações Exteriores, Héctor Timmerman; pelo deputado nacional, Andrés Larroque e também pelo líder comunal, Luis D'Elía; um memorando de entendimento com o Irã, que foi denunciado pela AMIA e por outras organizações judaicas como inconstitucional.

O magistrado Ariel Lijo fez um pedido na última quarta-feira (14), para que a presidente Cristina Kirchner e seu ministro fossem interrogados pelo caso e embargados 200 milhões de pesos (cerca de R$ 610 mil) em bens da presidente.

Desde 2011, data da assinatura do memorando, Cristina Kirchner não participa das festividades da AMIA.

O corpo de Nisman foi encontrado por sua mãe.

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A família de Nisman estava tentando contactá-lo no domingo à tarde, e por não obterem reposta, sua mãe se dirigiu ao apartamento, localizado em Puerto Madero. Ela contou que bateu na porta e não teve resposta. Chamou então um chaveiro e encontrou o corpo de Nisman, no banheiro, com uma pistola calibre 22 ao lado.

O Ministério de Segurança emitiu um comunicado em que confirma que a morte de Nisman foi causada por uma perfuração na cabeça por uma arma de pequeno porte e que o corpo foi encontrado no banheiro de seu apartamento. O ministério ainda afirma que o promotor tinha cerca de dez policiais federais à sua disposição para manter sua segurança pessoal.

O promotor iria entregar nesta segunda-feira (19), a conclusão do seu memorando contra a presidente. #Terrorismo