Depois de ter acusado a presidente Cristina Kirchner de ter feito, junto com Héctor Timerman, chanceler de seu #Governo, um pacto para criar a inocência de um funcionário iraniano, o promotor Alberto Nisman foi encontrado morto em seu apartamento, localizado em Puerto Madero, Buenos Aires. O funcionário "seria inocente" no atentado à AMIA, Associação Mutual Israelense Argentina, em 1994. Segundo a autópsia, a morte foi por suicídio, mas há dúvidas. Há que investigar se houve indução, instigação ou mesmo ameaça que tenha determinado um ato extremo. Poucos dias antes de morrer, havia dito que o caso Amia poderia levá-lo à morte. E aconteceu.

A promotora encarregada da investigação, Viviana Fein, apreendeu farto material para maior base de seu trabalho.

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E quanto ao revólver utilizado que, segundo ela, não é um dos dois que estão registrados em nome do falecido. Por isso, o caso é visto como "morte duvidosa".

Há confirmação por membros da imprensa argentina de que o promotor Nisman deixou com um amigo o tal revólver, alegando questões de segurança. Fato que motivou a convocação do amigo, por Viviana, para depor.

A autópsia

Pelo site do Ministério #Justiça argentino saiu a informação de que, segundo fonte do Instituo Médico Legal, a necropsia acusou que "a única lesão encontrada no corpo é a que produziu sua morte: um projétil de arma de fogo que entrou na região parietal-temporal direita". E que o corpo "não tinha lesões prévias".

O estranho de tudo é que Alberto Nisman havia sido convocado pela oposição argentina para depor numa comissão do Congresso sobre sua investigação.

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E agora, diante de sua morte, a oposição exige que a Corte Suprema ofereça garantias da continuidade das investigações.

Para entender o caso

Reconhecido como pior episódio do tipo no país, no dia 18 de julho de 1994, explodiu um carro-bomba contra as dependências da Associação mutual Israelense Argentina, que matou 85 pessoas e causou ferimentos em cerca de 300, atentado que, em 2006, foi apreciado pela justiça da Argentina. O governo iraniano foi julgado culpado, sendo cinco iranianos diretamente culpados.

Nas cobranças ao governo iraniano, foi emitido o Memorando de Entendimento entre Argentina e Irã, aprovado pelo Congresso em 2013, graças à iniciativa das bancadas leais a Cristina Kirchner. O Memorando outorgava ao governo argentino o direito de interrogar iranianos sob a suspeição de terem participado do atentado à AMIA. Na realidade, a finalidade do documento era tirar proveito das conclusões do episódio para fins comerciais. E haveria os que iriam favorecer a efetivação da finalidade, encobertar a esperteza.

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Os acusados por Nisman, por suspeição do encobrimento

Cristina Kirchner, a presidente: buscava pronunciamentos públicos do Iran, mesmo mentirosos, para ouvir os suspeitos do atentado, artifício parecido com o que se verifica no nosso petrolão. E mais: Hector Timerman, chanceler; Luis d'Elia, dirigente sindical; Fernando Esteche, autor de "nova hipótese falsa"; Andrés Larroque, "moço de recados"

Tem mais de trezentas folhas o documento entregue por Nisman à Justiça. E são mais de 330 CDs que sua equipe tem em mãos com gravações de conversas telefônicas com participação dos acusados.

Chegada a noite, muitos manifestantes se reuniram em frente à Casa Rosada, alguns portando cartazes com as inscrições "Yo soy Nisman" e "Cristina assassina".