Os policiais do Quênia não perdoam. Se tivessem atacado adultos em protesto, já seria violência exacerbada. O agravante é que o ataque foi à crianças. Crianças do Quênia em protesto pela perda do seu parque de diversão. O motivo foi a criação de um estacionamento no local que antes era de brincar, na cidade de Nairóbi.

O ataque foi sem piedade. Gás lacrimogêneo nos pequenos. Eram em torno de 100 crianças da escola primária com mais alguns ativistas envolvidos com a causa. Afinal, não são só as crianças que têm a capacidade de perceber que um parque de diversão não deve ser trocado por um estacionamento.

Um muro que cobria o parque foi derrubado pelos protestantes, juntos dos pequenos.

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Estima-se que as crianças tinham entre 6 a 14 anos.

Um dos ativistas envolvidos no caso, Boniface Mwangi, afirmou que "o parque de diversão da escola é uma necessidade e não um privilégio". Além disso, o presidente da Autoridade de Supervisão Independente de Policiamento, Macharia Njeru, disse que o caso será investigado e que "gás lacrimogêneo contra crianças é imperdoável".

Foram registrados em torno de 40 policiais armados envolvidos no tumulto. Junto a eles, ainda havia cães para ajudar a dispersão da multidão. O oficial superior da polícia na manifestação, Mwangi Kuria, afirmou que os policiais estavam apenas tentando fazer a segurança da propriedade, quando foram surpreendidos por apedrejamentos.

Tumultos semelhantes a esses ocorrem frequentemente no Brasil. Em protestos contra o aumento da passagem ou alguma atitude política equivocada.

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O gás lacrimogêneo vem sendo usado com mais frequência. A questão levantada é a falta de pudor contra estudantes pequenos reivindicando o seus direito a ter seu parque de diversão de volta.

É questionável essa união entre ativistas e crianças. A atitude dos policiais foi equivocada, sem dúvidas. Basta saber se as crianças não foram usadas de proveito pelos ativistas para que os protestos tivessem mais repercussão. Talvez, os ativistas só não pensaram que os policiais iriam ignorar a presença dos pequenos na hora do ataque.

Pelo menos oito crianças tiveram que ser hospitalizadas por terem sido expostas ao gás e por outros ferimentos.